Dois presos morrem asfixiados em rebelião no Paraná

Dois presos morreram provavelmente asfixiados por fumaça durante uma rebelião nesta segunda-feira, dia 1.º, na cadeia de Cornélio Procópio, a 390 quilômetros de Curitiba, no norte do Paraná. O laudo definitivo deve ser elaborado pelo Instituto Médico Legal de Londrina. O fogo foi iniciado pelos próprios amotinados, que queimaram roupas e colchões. Parte do prédio já estava interditada em razão de duas tentativas recentes de fuga. Nesta terça, 2, os cerca de 90 presos passaram boa parte do dia no solário. À noite, parte voltará para as celas que se mantiveram um pouco mais íntegras e os outros devem ser remanejados para outros locais. Na segunda-feira, alguns presos estavam confinados a celas do andar superior, visto que nas inferiores foram encontrados túneis na semana passada, quando houve uma tentativa de fuga. Por esse motivo e devido ao feriado, as visitas foram transferidas para quinta-feira. Mas os presos não aceitaram essa nova data e deram início ao tumulto, quebrando tudo o que encontravam pela frente, inclusive as camas de concreto. Segundo o delegado-adjunto Alisson Henrique de Souza, os policiais que estavam de plantão conseguiram conter o tumulto conversando com os presos. Mas, quando estavam sendo levados para o solário, eles decidiram atear fogo no que encontraram nas celas. "Não sei o motivo disso", confessou o delegado. O Corpo de Bombeiros foi chamado e conseguiu entrar nas celas, onde encontraram Wanderli Petrin Ferreira, de 51 anos, e Wesley Henrique Fernandes, de 19 anos, inconscientes. Eles foram levados para o hospital, mas não foi possível fazer mais nada. O incêndio também serviu para encerrar o protesto dos presos, três horas após o início.

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