Dois presos mortos e 10 feridos na Papuda

Dois presos morreram e oito ficaram feridos, além de dois policiais ? um civil e outro militar ? na rebelião iniciadanesta quinta-feira pela manhã no presídio da Papuda, em Brasília.De acordo com o assessor da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, coronel Vítola Coelho, ainda havia no início da noite cerca de 100 rebelados fora de suas celas.Desse total, aproximadamente 20 estavam em cima do telhado da Ala 1 do presídio, onde ficam os detentos mais perigosos. Mesmo assim, Vítola considerou que a situação já estava sob controle.Os rebelados querem a transferência de 17 presos para outros Estados, melhores condições carcerárias e a revisão jurídica da situação de uma série deles.O juiz da Vara de Execuções Criminais (VEC), Sebastião Coelho, prometeu analisar os pedidos de transferência, o que dependerá do Ministério da Justiça apontar outros presídios em condições de acolher os presos da Papuda.As negociações, conduzidas pelo vice-diretor do presídio, Valdemiro da Fonseca Filho, foram suspensas no início da noite desta quinta e somente seriam retomadas nesta sexta de manhã.Os amotinados fizeram três agentes penitenciários como reféns, sendo que um deles havia sido liberado no início da noite em troca do restabelecimento da energia elétrica e da água do presídio.O movimento está sendo liderado pelos detentos Carlos Jorge de Oliveira, vulgo "Leão", Antônio Passos Santos, vulgo "Teta", Edvaldo Nascimento Matos, mais conhecido como "Pataxó", e Júnior Batista da Silva - todos presos por roubo e homicídio.Um dos mortos é Wellington Souza Silva, vulgo "Serelepe", nascido em 1975, no Distrito Federal. O nome do outro ainda não foi informado. Só se sabe que ele teve morte cerebral.Vítola Coelho informou que a segurança do presídio será redobrada durante a noite. Os feridos foram removidos para o Hospital de Base (HBB) e para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).No HBB, foram atendidos três presos ? dois com ferimentos à bala ? e dois policiais, sendo um civil e um do Batalhão de Choque da Polícia Militar.Para o HRAN, foram levados quatro presos, sendo que um foi operado com ferimentos no estômago e intestino, provocados por três balas de borracha. A operação para reparação das lesões durou cerca de uma hora e meia, e o detento deve ficar, no mínimo, mais uma semana internado, em observação. O coronel Vítola não soube informar para onde foi transferido o oitavo preso ferido.

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