Dois presos mortos no Carandiru

Os presos Nilson dos Santos e Leandro Luiz Bernardo Dias foram assassinados a golpes de machado nesta segunda-feira, por volta das 12h, no pavilhão 5 da Casa de Detenção de São Paulo, no Carandiru. Dois supostos "soldados" do Primeiro Comando da Capital (PCC) saíram do pavilhão 9 e foram atrás dos inimigos, integrantes de outra facção criminosa, a Seita Satânica. O crime aconteceu na chamada "segunda sem lei", dia da semana em que são feitos os acertos de contas entre rivais. De acordo com o diretor, Sérgio Zeppelin, o motivo dos crimes seria um ajuste de contas por problemas acontecidos em outro presídio. Os verdadeiros assassinos não foram identificados.Assessores da Secretaria da Administração Penitenciária acreditam que os presos que se apresentaram como os autores da morte teriam apenas assumido a autoria dos crimes.Uma briga de presos na tarde deste domingo também terminou com a morte de um dos membros do PCC na Penitenciária Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra, a P1, em Tremembé, no Vale do Paraíba. O crime aconteceu logo após o encerramento do horário de visitas. Segundo a Polícia Civil, o preso Mário Henrique Soares, de 22 anos, teria procurado agentes de segurança penitenciária com um estilete para se entregar. Soares estava com as mãos ensangüentadas e teria dito que matou o preso Dilmar Pedreira de Souza.Soares cumpre pena por latrocínio (roubo seguido de morte). As investigações também apontam para um acerto de contas entre os presos pertencentes ao PCC. Policiais da Divisão de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise), do Departamento de Narcóticos (Denarc), prenderam na noite do último sábado, em Indaiatuba, o assaltante Edivaldo Lima de Melo, de 36 anos, fugitivo da penitenciária de Sorocaba e condenado a 30 anos por roubos a bancos e homicídios.O criminoso estava acompanhado de Andréia Pedroso de Almeida no momento da prisão, no estacionamento de um shopping daquela cidade, e portava 4 quilos de cocaína. Comentários entre policiais da região davam conta de que Melo seria o braço do narcotráfico do Primeiro Comando da Capital (PCC) no interior paulista.

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