Dois são condenados em caso de pedofilia

Borracheiro recebe pena de 11 anos e seu sobrinho, de 7 anos; ambos já estão na prisão

Chico Siqueira, O Estadao de S.Paulo

16 de maio de 2009 | 00h00

A Justiça Estadual condenou os primeiros envolvidos nas denúncias de pedofilia contra dezenas de crianças na periferia de Catanduva, a 385 km de São Paulo. O borracheiro Antonio Barra Nova de Mello, de 46 anos, foi condenado a 11 anos, 11 meses e 15 dias de prisão, sem direito de recorrer em liberdade. Ele foi reconhecido por dez crianças e admitiu parcialmente a culpa. Seu sobrinho, William de Melo Souza, de 19, foi condenado a 7 anos e meio - ele havia sido reconhecido como agressor de apenas uma criança. As sentenças do juiz Celso Maziteli Neto, da 1ª Vara Criminal, fazem parte do primeiro de três inquéritos que apuram as denúncias. Mello e Souza, que estão presos, são arrolados nos três. Ainda poderão ter as penas aumentadas. Embora Souza possa recorrer em liberdade, seguirá atrás das grades, pois foi preso preventivamente em outro inquérito. Por causa de falhas de investigação apontadas pela CPI da Pedofilia e pela Corregedoria da Polícia Civil, o primeiro inquérito não arrolou acusados da "banda rica" da rede, acusada de abusar de mais de 60 crianças. Até agora, estão livres de condenação um médico, um comerciante, um empresário e um almoxarife. Dois adolescentes, detidos na Fundação Casa, também são acusados. As investigações dependem agora do resultado de outras perícias.

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