Dois são condenados por seqüestrar e executar empresário no interior de SP

Quase um ano e meio após a morte do empresário Matteo Lorenzetti, de 27 anos, a Justiça de São José dos Campos (SP) condenou dois dos envolvidos no crime. O jovem, de origem italiana, foi seqüestrado ao sair da empresa da família, na zona sul da cidade. Inicialmente, os bandidos pediram R$ 200 mil pelo resgate, mas a família disse que naquele momento só dispunha de R$ 15 mil, que foram pagos. Como o rapaz não foi libertado, a polícia foi acionada e localizou o corpo numa estrada rural. Rafael Morgilo, de 21 anos,foi condenado a 28 anos de prisão. O comparsa dele, Alex Sandro da Conceição, de 22,cumprirá pena de 24 anos. A sentença foi dada na terça-feira. Uma terceira suspeita, Camila Vasconcelos Franca, de 19 anos, aguarda julgamento presa no Rio. O namorado dela, Gabriel Freitas Batista, que também é suspeito de ajudar no assassinato, continua foragido.Morgilo, ex-funcionário da empresa da família da vitima, é tido como o mentor do crime. Ele chegou a trabalhar por seis meses na fábrica de embalagens da família Lorenzetti e pretendia usar o jovem para atrair o pai e, assim, ter acesso ao cofre da empresa. Na presença de Lorenzetti, porém, seu comparsa Conceição acabou chamando-o pelo sobrenome Morgilo, o que fez com que eles decidissem matar a vítima com um tiro na nuca, à queima-roupa. O crime foi cometido entre a noite do dia 21 e a madrugada de 22 de junho de 2007. A brutalidade do assassinato chocou até mesmo os policiais e teve grande repercussão em São José dos Campos, onde os pais de Lorenzetti têm parentes. A família veio da Itália na década de 80, quando Lorenzetti tinha apenas 7 anos. À imprensa, a mãe da vítima, Beatriz Lorenzetti, declarou que espera que a polícia encontre o suspeito e "seja feita justiça". Desde a morte do filho, ela tem colaborado com a polícia, ajudando a investigar o paradeiro dos criminosos.

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