Dois são presos por fraude em seguro-desemprego no Rio Grande do Sul

Segundo a PF, cinco empresas foram criadas para fraudar o FAT

Solange Spigliatti, estadão.com.br

16 Setembro 2011 | 09h44

SÃO PAULO - Duas pessoas foram presas nesta sexta-feira, 16, durante a Operação Arbeit, da Polícia Federal, deflagrada com o objetivo de cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra fraude no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) em cidades do Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul,. O prejuízo causado à União pode superar R$ 2 milhões.

 

Segundo a PF, a investigação da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários identificou até o momento cinco empresas criadas com o único propósito de fraudar o Fundo de Amparo ao Trabalhador através da obtenção irregular de seguro-desemprego.

As empresas fictícias ofereciam a pessoas desempregadas a assinatura formal da Carteira de Trabalho sem a real contratação. Após permanecerem "empregadas" pelo período mínimo de seis meses estipulado pela legislação para terem direito ao Seguro-Desemprego, eram "demitidas" e passavam a ter o direito ao benefício social. Pelo acordo, a "empresa" ficava com 50% dos valores recebidos.

 

Até as 10h, foram confirmadas 670 concessões fraudadas, com prejuízo confirmado de R$ 1.836.756,30 do FAT, sem contar as fraudes do ano de 2011 e as prováveis fraudes de natureza previdenciária ou concretizadas a partir de empresas ainda não identificadas.

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