Dona de casa é presa acusada de jogar filhas em cisterna

Uma das crianças morreu; segundo a mãe, vozes dentro de sua cabeça influenciaram na decisão

Bruno Marques, especial para o Estadão,

13 Outubro 2007 | 15h39

Uma mãe jogou as duas filhas em uma cisterna de nove metros de profundidade, na zona rural de Santo Hipólito, na região Central de Minas Gerais. A mais nova, de quatro anos, não resistiu e morreu. O avô materno das crianças conseguiu salvar a mais velha, de seis anos, que foi encaminhada ao Conselho Tutelar.   O crime aconteceu na manhã de sexta-feira, 12, e só foi divulgado neste sábado pela polícia. A mãe, Sandra Rodrigues da Fonseca, de 29 anos, foi presa em flagrante e levada para a delegação de Corinto, também na região Central. Ela responderá por homicídio e tentativa de homicídio. De acordo com a delegada de plantão, Elizabeth de Freitas Assis Rocha, a mãe se mostrou bastante fria durante o depoimento.   Sandra Fonseca informou que sofre de depressão e que parou de tomar os remédios há algum tempo. "Ela pareceu estar em estado de choque durante o depoimento, mas tem plena consciência de que matou uma das filhas", comentou a delegada.   A mãe disse ainda que chegou a ouvir vozes, dizendo para jogar as crianças na cisterna. Para Elizabeth Rocha, vários fatores levaram a mãe a cometer o crime. "Além da depressão, há também as dificuldades financeiras para cuidar das filhas", comentou.   O pai mora na Bahia e não teve contato com as crianças nos últimos anos. Ainda de acordo com a delegada, a filha mais velha já está com o avô, que ainda não foi ouvido pela polícia.   Neste sábado, a Polícia Militar de Minas Gerais encontrou o corpo de mais um recém-nascido abandonado. Desta vez, o crime aconteceu em vila Nova Esperança, em Contagem, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Os pais da criança, que foi encontrada morta e enrolada em um cobertor dentro de casa, foram localizados no hospital municipal da cidade. Não se sabe o motivo que levou o casal a ir ao hospital e ter abandonado o filho.   Há quinze dias, outra mãe, Elisabete Cordeiro dos Santos, matou a filha recém-nascida em Minas Gerais. A criança, lançada no ribeirão Arrudas, também em Contagem, chegou a ser resgatada por moradores e levada para o hospital, mas não resistiu.   No início do ano passado, outro crime parecido chocou o país. Simone Cassiano da Silva abandonou a filha recém-nascida na Lagoa da Pampulha. A criança foi salva por pedestres que caminhavam na orla da lagoa. A mãe foi condenada a oito anos e quatro meses de prisão.   Matéria ampliada às 16h19

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