Dono da Gol obtém habeas corpus na Justiça do DF

O desembargador Edson Alfredo Smaniotto, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, concedeu anteontem habeas corpus para o empresário Nenê Constantino, fundador da companhia aérea Gol. Constantino foi denunciado, com Vanderlei Batista Silva, João Alcides Miranda, João Marques dos Santos e Victor Bethônico Foresti, sob a acusação de ordenar o assassinato do líder comunitário Márcio Leonardo de Souza Brito, morto a tiros em 2001. Brito liderava grupo que ocupou um terreno perto da garagem da Viação Planeta, pertencente ao empresário, na cidade-satélite de Taguatinga. Segundo a polícia, Miranda e Vanderlei, empregados de Constantino, contrataram um pistoleiro, até agora não capturado, para assassinar o líder. O empresário teria feito ameaças diretas de morte a Brito. Constantino nega as acusações. Em 21 de maio, a Justiça decretou a prisão preventiva do empresário. No dia seguinte, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal concedeu direito a cumprir a pena em prisão domiciliar. Ele foi acusado pela Polícia Civil de ameaçar testemunhas e de obstruir a Justiça. Autora do despacho de prisão domiciliar, a desembargadora Sandra De Santis levou em conta "o precário estado de saúde" de Constantino, que tem 78 anos. NOVA DENÚNCIA O Tribunal do Júri de Taguatinga acatou nesta semana nova denúncia do Ministério Público do Distrito Federal contra Constantino e mais três acusados pelo assassinato de Tarcísio Gomes Ferreira. Eles foram denunciados por homicídio duplamente qualificado, mediante pagamento e meio que impossibilitou a defesa da vítima, e em concurso de pessoas (quando uma infração penal é praticada por mais de um indivíduo), segundo informações do TJ.

Solange Spigliatti, O Estadao de S.Paulo

04 Julho 2009 | 00h00

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