Dono de bar que ofendeu cliente pelo Facebook alega inocência

Empresário afirma que conta da rede social foi acessada por funcionário, que disse que se consumidora não tivesse R$ 11 para pagar por uma cerveja deveria comprar bebida na padaria

Julio Cesar Lima, O Estado de S. Paulo

25 de abril de 2014 | 19h28

CURITIBA - Acusado de discriminar uma cliente no Facebook, o empresário Marcos Vinícius Conte, proprietário do bar Phoenyx American Mex, em Curitiba, alegou inocência e afirmou que um de seus funcionários foi responsável pelo post que tratou Juliana Cavalcante como "mana", de forma pejorativa. A troca de mensagem foi registrada no domingo, 20. "Infelizmente aconteceu isso aí. Eu estava viajando, fora de Curitiba. Meu computador estava dentro da empresa e a pessoa tinha acesso às senhas para fazer os convites nas redes sociais e eventos, estava com problemas particulares e, além de tudo, havia tomado um pouco, então acabou falando o que não devia na verdade", afirmou Conte.

Juliana postou uma reclamação contra o mau atendimento recebido no bar na noite anterior. Em uma longa mensagem, a cliente reclamou do fato de ter chegado no bar, que cobra, segundo ela, um preço alto, e só ter mesas na área externa. "(...) Pensei que a área extrena seria de frente pro bar, onde dá pra ver o salão, mas ao ir pra essa tal área externa e ver que é um "puxadinho" totalmente isolado do resto do bar", escreveu.

Logo após os comentários, o perfil que Conte afirma ter sido utilizado por um funcionário respondeu que "esse bar não é para mana!!!". Além disso, ele sugeriu a Juliana que, "se não tivesse R$ 11,00 para pagar uma cerveja", que passasse em um supermercado para comprar a R$ 3,00 e beber em casa.

A troca de mensagens ganhou grande repercussão nas redes sociais, e o bar chegou a divulgar uma nota oficial se desculpando. "Vem (sic) através (sic) da presente esclarecer os lamentáveis fatos ocorridos recentemente e que estão sendo vinculados pela mídia social. Esclarece-se que infelizmente um funcionário acessou indevidamente a conta pessoal para responder comentários de clientes. Em face deste episódio, imediatamente tomamos as atitudes inerentes ao fato", informa a nota assinada pelo advogado Marcello Trajano da Rocha.

A coordenadora do Procon, Cláudia Silvano, disse em entrevista à Rádio BandNews que Juliana, além de registrar a queixa junto ao Procon por causa do mau atendimento, também pode buscar a esfera judicial. "Ela pode pedir a devolução do valor pago, mas mais que isso aconselharia a buscar o Poder Judiciário e pedir indenização por danos morais", disse Cláudia.

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