Dono de pitbul assassino pode ir a júri popular

O dono de um cachorro pitbul que matou, em março deste ano, a menina Luana da Silva Oliveira, de 8 anos, em Jundiai (SP), pode ser levado a júri popular, se for acolhido o pedido do promotor Francisco Carlos Cardoso Bastos, do Ministério Público da cidade, junto com outros seis promotores da Comarca. A promotoria entendeu que o vendedor Jamil Martins Alves da Silva, que era dono do animal, foi responsável pela morte da criança, transformando o homicídio culposo em doloso (intenção de matar).Em março, quando recebia um parente em casa, no Jardim Carlos Gomes, o vendedor deixou o animal escapar e atacar a estudante Luana no pescoço, cortando a sua traquéia. Luana ficou sem oxigênio no cérebro por 10 minutos. Ela acabou internada, em coma, por uma semana, até morrer. Seus órgãos foram doados para pacientes de Sorocaba, Campinas e Ribeirão Preto. De acordo com o promotor Bastos, o pitbul tem índole altamente violenta e agressiva e o dono sabia dessa responsabilidade, quando comprou o animal. "Ele assumiu o risco de matar alguém", explicou. Após a morte da criança, o proprietário entregou o pitbul à Prefeitura de Jundiaí, que sacrificou o cachorro. Se condenado, Jamil - que mudou de Jundiaí para Campinas após a morte da garota -, pode pegar de 6 a 20 anos de prisão. A decisão de mandar o processo para o Tribunal do Júri é considerada inédita pelos funcionários do Fórum e rara no País. Como o processo está adiantado, o julgamento pode ocorrer ainda neste ano.

Agencia Estado,

27 de maio de 2004 | 12h55

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.