Dos 155 passageiros de avião desaparecido, apenas 7 desembarcariam no Rio

A Infraero informou que apenas sete dos 155 passageiros que estavam no avião desaparecido nesta sexta-feira, 29, desembarcariam no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Às 22 horas aproximadamente, o balcão de atendimento da Gol foi fechado diante da insistência de parentes de passageiros que pediam informações. A empresa forneceu apenas o número de um telefone em São Paulo (0800-2800749). "Até agora não tive nenhuma informação", disse Nélio de Souza, enquanto era conduzido apressadamente por funcionários da Gol para uma sala da Infraero de acesso restrito. Ele informou que o noivo de sua filha, Othon Vitti, de 33 anos, estaria no vôo. O diretor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), André Gemal, estava revoltado. Ele foi até o aeroporto para confirmar se dois sanitaristas da Fundação embarcaram no vôo 1907. Até às 23 horas não obteve nenhuma informação. "É um desrespeito total. É impossível que tantas horas depois ainda não tenham a lista oficial dos passageiros", reclamou Gemal muito nervoso. Os sanitaristas Nilo Dória e Valéria Costa viajaram para Manaus na segunda-feira, para dar consultoria à Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas. "Tudo indica que eles embarcaram nesse vôo. Tentei contato com eles por telefone, mas não consegui", contou Gemal. Ele tentou saber também se parentes dos sanitaristas já estavam no aeroporto, mas a Gol não deu resposta. Pouco antes da meia-noite ainda era grande o movimento de parentes na área de embarque da Gol. Alguns se abraçavam emocionados. O jornalista Antônio Góes era outro que procurava informações sobre o sogro, que também estaria no vôo. Michael Meirelles chorava muito. Ele disse que falou, por telefone, com a mulher, Emanuelle, às 14 horas e que ela embarcou no vôo da Gol. "Ela trabalha no Inmetro e viaja o País todo", disse ele, antes de entrar na área restrita. Ruth de Jesus e Oscar de Oliveira, mãe e filho que moram em Manaus e viriam ao Rio para votar nas eleições, também estariam no avião acidentado, informou o comerciante Domingos Garcia, cunhado de Ruth e tio de Oscar.

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