Dos mortos de Benfica, ainda 11 corpos sem identificação

Três dias após o fim da rebelião da Casa de Custódia de Benfica, 11 dos 30 corpos encontrados no interior do presídio ainda permanecem sem identificação. De acordo com o diretor do Instituto Médico Legal (IML) do Rio, Roger Ancillotti, serão necessários testes de DNA para reconhecê-los oficialmente. A decomposição dos corpos impediu o exame das impressões digitais. No entanto, eles poderão ser enterrados antes mesmo dos testes.?Os familiares que reclamarem os corpos serão convocados para doar material biológico. O cadáver pode ser sepultado semnome e depois a Justiça providencia o nome na certidão de óbito?, explicou Ancillotti.O diretor do IML recusou qualquer possibilidade de o número de mortos ser maior. Ele atribuiu a um mal-entendido a Santa Casa de Misericórdia ter aberto 38 covas no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, enquanto o governo do estado tinha reservado apenas 30 covas. O administrador do cemitério, Paulo Rodrigues, admitiu que houve falha na comunicação. ?O número oficial, pelo qual eu assumo toda a responsabilidade, é de que retiramos 30 cadáveres. Nem mais um, nem menos um?, frisou Ancillotti. Hoje, mais dois presos mortos foram enterrados, totalizando quatro até agora. No final da tarde, foi enterrado o corpo de Luiz Cláudio dos Reis, de 20 anos, no Caju. Sem flores, o caixão foi acompanhado apenas por seis pessoas. Ele ocupou uma das mais de trinta covas rasas abertas em fila.

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