Doze pessoas participaram da morte de juiz em SP, diz polícia

Pelo menos 12 pessoas estão envolvidas na quadrilha que assassinou o juiz corregedor de Presidente Prudente (SP), Antonio José Machado Dias, morto com três tiros no dia 14. Segundo a polícia, dos suspeitos, quatro são detentos, outros três foram presos durante as investigações e cinco estão foragidos.Nenhum dos três homens que participaram diretamente da execução do magistrado foi preso até o começo da noite de hoje. São eles: Adilson Daghia, o Ferrugem, Ronaldo Dias, o Chocolate, e um homem conhecido como Funchal.Funchal e Chocolate eram os homens, segundo o diretor o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Domingos Paulo Neto, que estavam no carro que fechou o carro do juiz, quando ele ia do Fórum para sua casa. Ferrugem era o homem que aguardou os dois em um outro carro - os executores abandonaram o carro depois de matarem o magistrado - com o qual saíram da cidade.A polícia procura ainda a mulher de Ferrugem, Viviane Dias Nunes, que também é suspeita de envolvimento no planejamento do crime, e Jairo Cesar da Silva, o homem que providenciou as placas e documentos falsos para o carro utilizado pelos criminosos. Jairo está foragido e condenado a dez anos de prisão por falsificação de documentos.O DHPP divulgou a prisão da namorada de Funchal e irmã de Viviane, Liliane Dias Nunes, de 21 anos. Ela, que é acusada de guardar as armas do bando, foi detida ontem na favela Vietnã, na zona sul de São Paulo, área dominada por traficantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).Viviane confirmou aos policiais que o mandante do crime foi o líder máximo do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, assim como outra mulher, que está com a filha no programa de proteção a testemunhas.Outro homem preso pelo DHPP, João Carlos Rangel Luisi, o Jonny, também afirmou aos investigadores que Marcola foi o mandante. Jonny foi preso na zona leste na terça-feira. Ele delatou ainda os três executores do juiz. Sua participação no crime ainda não foi totalmente esclarecida - ele só admite ter comprado o carro usado no crime. Dentro do sistema prisional, além de Marcola, que está na Penitenciária 1 de Avaré (SP), são suspeito os gerentes do PCC José Luis Santos, da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, André Bastista da Silva, o Andrezão, da Penitenciária 1 daquela cidade e Rogério Jeremias, o Gegê do Mangue, autor do bilhete enviado a Marcola no qual dizia que a operação para matar o juiz havia dado certo.A tesoureira do PCC, Rosângela Aparecida Lendramandi, a Fia, também foi presa. Ela é suspeita de servir de pombo-correio entre as prisões.

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