Dominique Torquato/AAN
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Dr. Hélio vai à Câmara e sai em defesa da primeira-dama

Prefeito de Campinas nega irregularidades em sua gestão e alega estar ''passando por um purgatório''

Tatiana Fávaro / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2011 | 00h00

Em depoimento ontem à Comissão Processante da Câmara Municipal que apura supostas irregularidades em sua administração, o prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), o Dr. Hélio, defendeu a mulher, Rosely Nassim dos Santos, acusada de formação de quadrilha, corrupção passiva e fraudes em licitações. E negou ligação com irregularidades na Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (Sanasa), alvo da investigação. "Estou passando por um purgatório. Não é fácil, porque tenho acusações envolvendo minha família, minha esposa."

Segundo as investigações do Ministério Público, Rosely seria o centro do esquema, também composto pelo vice-prefeito Demétrio Vilagra, ex-secretários, ex-funcionários e empresários.

Após ter notificado à Câmara que não compareceria ao depoimento, Dr. Hélio mudou de ideia e chegou ao Legislativo às 9 horas, acompanhado de advogados. Depôs em sala fechada e deixou a Casa pouco antes do meio-dia, sem falar com os jornalistas. O depoimento, no entanto, foi acompanhado por populares, políticos e imprensa por um telão.

Ele afimou desconhecer irregularidades e negou que Rosely tenha mencionado relações com Luiz Aquino, ex-presidente da Sanasa, que, sob delação premiada, denunciou suposto esquema de pagamento de propina e fraudes em contratos da empresa.

Dr. Hélio disse ainda nunca ter atendido isoladamente empresários, mas confirmou ter conhecimento de que Rosely recebia empreendedores na prefeitura. "Faz parte da lide da Secretaria de Governo dar operacionalização, conquistar empreendimentos, estabelecer com secretários formas operandi (sic) para facilitar operações. Não é nenhum pecado."

Por fim, afirmou ter conhecido o publicitário João Santana por meio de uma empresa que atuou em suas campanhas eleitorais. "E a campanha do João Santana não era só comigo. Era com Ribeirão Preto, Campinas, Santos", disse, sem citar o nome da empresa.

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