Drogas apreendidas abasteceriam Ilha do Governador, diz PF

As 3,5 toneladas de maconha apreendidas na noite de quinta-feira, 30 de novembro, na Via Dutra, altura do município de Piraí, seriam usadas para abastecer por apenas uma semana o tráfico na Ilha do Governador, na zona norte do Rio. Esta foi a maior apreensão de drogas feita pela Polícia Federal este ano. Quatro integrantes da quadrilha foram apresentados nesta sexta, 1º, e outros dois ainda são procurados.A droga veio do Paraguai e seria entregue no Morro do Dendê, na Ilha, dominada pela facção criminosa Amigos dos Amigos. De lá, seria distribuída a outras favelas da área de atuação do mesmo grupo. Os traficantes foram presos durante operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal, que interceptou o caminhão carregado com maconha, embalada em sacos plásticos, no ponto de encontro da quadrilha: Um posto de gasolina da Dutra.A investigação durou quatro meses. A rota seguida pelos traficantes já é conhecida. O caminhão foi carregado em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, depois passou por Foz do Iguaçu (PR), São Paulo e, por fim, chegou ao Estado do Rio. O delegado Victor Carvalho, da DRE, disse que a fiscalização nas estradas é um trabalho complicado. "A maioria do transporte de mercadorias para o Rio de Janeiro é feito pelas estradas. Se não houver investigação, fica difícil parar todos os caminhões para procurar drogas."Benedito Venâncio, de 56 anos, dirigia o caminhão, do modelo Ford Cargo, em cuja carroceria a maconha estava escondida. Venâncio é paulista, mas reside em Toledo, no Paraná. Ele passaria a droga aos três receptores que o aguardavam no posto de gasolina: O paraense Harnold Gomes Costa, de 26, morador de Goiânia, Ademir Pereira Godinho, de 22, de Foz do Iguaçu, e o taxista Leandro Pragante Soares, de 26, morador da Ilha do Governador.Segundo a polícia, Soares seria responsável pela entrega da maconha no Morro do Dendê. Na delegacia, os presos declararam que outros dois homens estariam envolvidos no transporte da droga. Mas os suspeitos ainda não foram localizados.

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