Duas crianças morrem após caixa-d’água desabar sobre escola em Sergipe

Estrutura estaria enferrujada e atingiu duas salas de aula. Ocorrência deixou 17 feridos, um deles em estado grave, e que estão recebendo atendimento. Prefeito diz que não dava para prever desabamento

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2017 | 18h02
Atualizado 06 Novembro 2017 | 20h15

SÃO PAULO - Duas crianças, uma de 9 anos e outra de 11 anos, morreram na tarde desta segunda-feira, 6, após uma caixa-d’água desabar sobre uma escola na área rural do município de Nossa Senhora das Dores, a cerca de 70 quilômetros a noroeste de Aracaju, em Sergipe. Equipes de atendimento médico de urgência foram acionadas e prestaram assistência a 17 feridos, a maioria crianças da escola de ensino fundamental; um aluno tem estado grave.

De acordo com a prefeitura da cidade, uma caixa-d’água, localizada em um terreno vizinho à Escola Municipal Professor Osman dos Santos Oliveira, desabou no início da tarde, atingindo duas salas de aula. A unidade está sediada no povoado Campo Grande, distrito rural de Nossa Senhora das Dores. O prefeito Thiago de Souza Santos (PDT) da cidade de 26,6 mil habitantes é médico e se envolveu diretamente no atendimento às vítimas.  

A caixa pertencia à Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). “A caixa d’água estava com a estrutura bastante enferrujada, danificada, e caiu destruindo praticamente toda a escola, que não é grande”, disse nesta tarde a funcionária da prefeitura Jéssica Anielle. “Sabemos que há muitos feridos e alguns estão sendo transferidos da cidade”, acrescentou. 

Em nota oficial, a Deso disse lamentar "profundamente o acidente ocorrido no munícipio" e "não medirá esforços para atenuar a dor das famílias envolvidas nessa fatalidade". "A Direção da Deso esclarece que está solidária a todos os envolvidos, direta ou indiretamente nesse acidente." A companhia, no entanto, não fez comentário sobre as condições da caixa, ponderando que "irá apurar tecnicamentee prestará todos os esclarecimentos necessários sobre o acidente". 

Ao Estado, Santos disse que a escola "ficou completamente destruída" e "sequer haverá condições de usá-la novamente". Dos 17 feridos, nove já foram liberados; cinco foram transferidos para um hospital em Itabaiana, cidade próxima, e três, incluindo uma funcionária, foram levadas para o Hospital de Urgência Governador João Alves Filho, em Aracaju.

O prefeito não quis comentar as suspeitas de má conservação da estrutura da caixa d'água. "Não tem como prever esse tipo de situação, infelizmente aconteceu isso. Foi uma fatalidade", disse. Segundo ele, a tragédia não foi maior porque às 13h30, horário do acidente, a maioria das crianças estava no pátio e não nas salas de aula. 

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