Duas empresas de ônibus mantêm greve em São Paulo

As empresas Consórcio Trólebus Aricanduva e Expresso Paulistano não cumpriram a determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e não pagaram nesta quinta-feira o salário de dezembro dos funcionários. Por isso, eles mantiveram a greve, iniciada à zero hora de terça-feira. Houve depredações.Segundo a São Paulo Transporte (SPTrans), 22 ônibus tiveram seus pára-brisas quebrados ou os pneus furados. Em sua decisão, o TRT decidiu punir as empresas com multa de 0,33% por dia de atraso, além de tornar indisponíveis os bens dos sócios, até a quitação das dívidas salariais.Em assembléia realizada na tarde desta quinta-feira, a categoria decidiu manter a paralisação. ?Os empresários sumiram?, disse Renato de Oliveira, assessor da presidência do sindicato dos motoristas e cobradores. ?Ficaram de dar retorno, mas não deram qualquer satisfação. A paralisação está mantida.?A SPTrans informou que continuará multando essas empresas por não cumprirem o contrato de transportar passageiros e colocando ônibus nas ruas, em caráter de emergência. No fim do mês, vence o contrato de emergência com todas as empresas. Em fevereiro deverá ser assinado novo contrato por 90 dias até a conclusão da licitação que vai definir o novo modelo de transporte.Segundo informações da SPTrans, as duas empresas devem ficar de fora. As duas empresas atendem 56 linhas na zona leste, transportando 157 mil passageiros por dia em 612 ônibus.

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