AO VIVO

Acompanhe notícias do coronavírus em tempo real

Duas testemunhas de briga em parto já prestaram depoimento

Delegado colherá outros 13 depoimentos, incluindo médicos envolvidos na confusão que causou morte de bebê

Fabiana Marchezi e Maíra Teixeira, do estadao.com.br,

26 de fevereiro de 2010 | 16h08

Duas testemunhas da briga entre dois médicos durante um parto no Hospital Municipal de Ivinhema, no Mato Grosso do Sul, foram ouvidas nesta sexta-feira, 26, pelo delegado Lupérsio Degerone Lucio, que investiga o caso. Uma delas é o médico que terminou o parto.

 

Veja também:

linkPrefeitura do MS demite médicos suspeitos de brigar em parto

linkPerícia verifica se briga de médicos matou bebê durante parto

 

A mãe que perdeu o bebê foi ouvida na quinta-feira, 25. Durante as investigações, o delegado vai colher pelo menos 13 depoimentos, incluindo os dos médicos envolvidos na confusão, que pode ter causado a morte da criança.

 

O caso aconteceu na última terça-feira, 23. Segundo o delegado, o médico Orozimbo Oliveira Neto, de 49 anos, realizava o parto normal na gestante, quando o plantonista do hospital, Sinomar Ricardo, de 68 anos, invadiu a sala de cirurgia discordando dos métodos utilizados pelo colega.

 

A equipe médica relatou ao delegado que os dois médicos trocaram socos enquanto a parturiente implorava que parassem de brigar. A briga teria iniciado porque Oliveira Neto teria feito todo o acompanhamento da gestante, mas o plantão seria de Sinomar Ricardo.

 

No momento em que o plantonista invadiu a sala, o bebê já estava 'coroando'. "Os laudos vão apontar se o confronto provocou um mal-estar na gestante, que impossibilitada de parir, teve alterações e, consequentemente, abortou, causando a morte do bebê", explica o delegado.

 

Se ficar comprovada a relação de casualidade, os dois médicos vão responder por aborto doloso, com dolo eventual. "Isso significa que eles não queriam a morte do bebê, mas também não se importaram com a possibilidade de isso ocorrer." O delegado ressalta que vai colher o depoimento do médico que finalizou o parto e da mãe da criança morta.

 

Médicos foram demitidos

 

A Prefeitura Municipal de Ivinhema demitiu os dois médicos e colocou uma psicóloga à disposição da mãe do bebê. Em nota, a administração municipal informa as medidas tomadas para a apuração do caso. Foram elas: informar oficialmente (com cópia do boletim de ocorrência) o Conselho Regional de Medicina do Estado (CRM); instauração de apuração e auditoria médica municipal do Sistema Único de Saúde (SUS), para apurar os fatos administrativos.

Tudo o que sabemos sobre:
IvinhemaMato Grosso do Sul

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.