Dupla se passava por policial e até atendia em DP

Tito Livio de Paula Franco era uma espécie de auxiliar de serviços gerais na Assessoria de Comunicação do Corpo de Bombeiros do Rio e seu primo, Antônio Lázaro da Silva Franco, trabalhava como recepcionista no Hospital Getúlio Vargas, na zona norte. Mas os dois cabos bombeiros presos ontem gostavam de se passar por policiais civis.Em Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense, onde eles moravam, quem os conhecia acreditava que eram realmente policiais civis. Todas as noites podiam ser encontrados na 59ª Delegacia Policial. Os dois não só participavam de diligências com os policiais lotados na delegacia, como ainda prestavam serviço atendendo ao público. Eles também andavam armados e circulavam nos carros oficiais.De acordo com um desses moradores, na quarta-feira, na hora do almoço, os dois primos foram vistos com suas respectivas famílias - mulheres e filhos -, almoçando no centro de Duque de Caxias. Ambos estavam de folga. A abordagem ao dono da agência de câmbio ocorreu entre 14 e 15 horas. NA POLÍCIAO delegado titular da 59ª DP, André Luiz Drummond Flores , negou que os dois bombeiros frequentassem aquela dependência policial. Já um inspertor ali lotado, confirmou ao Estado que os primos eram vistos na delegacia. "Só não sei o que faziam", desconversou.As investigações da Polícia Federal apontaram os dois bombeiros como informantes da 59ªDP. A Delegacia Anti-Seqüestro (DAS) confirma a informação. O chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, recusou-se a comentar o caso, conforme informou sua Assessoria de Imprensa.

Marcelo Auler e Fabiana Cimieri, RIO, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2017 | 00h00

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