Wilson Gomes
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Dupla picha inscrições 'PCC' e tenta incendiar Câmara de Sobral

Bombeiros chegaram no início do fogo e impediram destruição; presidente da Casa suspeita de represália de grupo organizado

Lauriberto Braga, Especial para o Estado

14 Abril 2016 | 12h41

FORTALEZA  - A sede da Câmara Municipal de Sobral, a 240 quilômetros de Fortaleza, sofreu um atentado na madrugada desta quinta-feira, 14. Vândalos tentaram incendiar o prédio e picharam as paredes. Os bombeiros agiram rápido e evitaram a destruição da Câmara.

Segundo testemunhas, dois homens desceram de uma moto por volta da 1 hora e começaram a pichar a Câmara, no centro da cidade, com as inscrições "PCC", que seriam uma alusão ao Primeiro Comando da Capital. Em seguida, conforme relatos, a dupla jogou gasolina na sede e tentou incendiá-la.

Os homens fugiram em seguida. Um carro com outras quatro pessoas daria proteção aos vândalos. Os bombeiros foram convocados pela presidência da Câmara e debelaram o incêndio logo no início, impedindo a destruição do prédio. Ninguém ficou ferido.

O presidente da Câmara de Sobral, José Crisóstomo Barroso Ibiapina (PP), entregou à Polícia Civil as filmagens feitas pelas câmeras de segurança do Poder Legislativo Municipal. Ele suspeita de represália do PCC em relação as leis de segurança aprovadas pelos vereadores.

Recorrência. Em menos de uma semana este atentado de Sobral foi o quinto aviso do PCC contra a lei estadual, que proíbe o sinal de celular nos presídios cearenses. O primeiro foi no dia 5, quando foi encontrado um carro com carga de 13 quilos de explosivos, nas proximidades da Assembleia Legislativa, em Fortaleza. A carga foi desativada pelo grupo antibomba da Polícia Militar.

Nesta quarta-feira, 13, houve mais três casos envolvendo o PCC. Uma torre da telefônica Oi no bairro Granja Portugal, na capital cearense, foi incendida. Em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, a casa da manutenção da torre Oi foi pichada com as inscrições "DN" (Família do Norte), "CV" (Comando Vermelho) e "PJL" (Paz, Justiça e Liberdade), que seria o lema do PCC. O outro caso foi a ameaça de bomba no prédio da Contax que presta serviço de call center para Oi. O prédio em Fortaleza foi esvaziado, mas nenhuma bomba foi encontrada.

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