Duplicação da Padre Manuel de Nóbrega é paralisada de novo

Por pelo menos mais uma temporada de verão, os motoristas que viajam para o litoral sul de São Paulo serão obrigados a enfrentar um trecho de pista na Rodovia Padre Manuel da Nóbrega (SP-55) em péssimas condições. A obra de duplicação e recapeamento no lote 3 da estrada está novamente paralisada e só deve ser retomada no início de 2005. A um custo estimado de R$ 45 milhões, o governo do Estado iniciou, em agosto de 2001, o processo de recuperação e ampliação da rodovia no trajeto de 21,6 quilômetros entre Itanhaém e Peruíbe. Segundo o site A Tribuna Digital, para facilitar o trabalho, os serviços foram divididos em três lotes. Enquanto as obras no lote 1 já estão em fase final e as do lote 2 foram concluídas, as do último trecho, pela segunda vez, foram interrompidas. O primeiro atraso na entrega do lote 3 ocorreu no ano passado, em função da concordata da empresa Souza Galasso. A empreiteira Galvão Engenharia, depois de acordo legal de sub-rogação do contrato, assumiu emergencialmente os serviços em outubro de 2003.Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o contrato com a Galvão Engenharia precisou ser rescindido no último dia 30 de maio porque a empresa responsável pela execução da obra entrou em concordata. A diretoria de engenharia do DER já está preparando um novo processo licitatório para contratação de outra empresa. A previsão é que a licitação seja concluída até o começo de 2005, quando a obra deverá ser reiniciada. Considerada a principal ligação entre a capital paulista e o litoral sul, a Padre Manuel da Nóbrega tem fluxo diário no trecho em obras de aproximadamente 15 mil veículos. Como o volume aumenta substancialmente durante a temporada de verão, a comunidade esperava contar com a via totalmente recuperada até o fim do ano. Sem a reforma, o risco de acidentes permanece em cada quilômetro da estrada, agravando-se a partir de novembro. Como serve de ligação com a BR-116, além dos veículos de passeio, a SP-55 é muito utilizada por caminhões de carga que trafegam entre as cidades do sul do País e de São Paulo. Em função das péssimas condições do lote 3, qualquer tentativa de ultrapassagem naquela área é bastante arriscada.

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