Durante missa, arcebispo pede fim do racismo

D. Odilo Scherer diz que Igreja Católica lamenta a escravidão; shows reuniram 20 mil pessoas

O Estadao de S.Paulo

21 de novembro de 2008 | 00h00

No dia em homenagem aos afrodescendentes, o arcebispo de São Paulo, D. Odilo Scherer, celebrou uma missa na Catedral da Sé e pediu o fim do racismo. Além da missa, várias atividades marcaram o Dia da Consciência Negra, que também homenageia o líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi, morto no dia 20 de novembro de 1695.D. Odilo disse que a missa foi um "sinal de superação de toda a forma de racismo". Segundo ele, a Igreja lamenta a forma como os primeiros africanos chegaram ao Brasil - na condição de escravos, vindos em navios negreiros. "Quero me congratular com esse povo que celebra o seu dia, que é o dia para toda a sociedade brasileira ouvir o grito desse povo", disse o arcebispo de São Paulo, que também pediu maior integração social dos afrodescendentes.Após a missa, que contou com a participação de integrantes do Congado, movimento religioso africano, a Praça da Sé foi palco de vários shows musicais. Ao longo do dia, dez artistas se apresentaram ao público. A principal atração foi o cantor Seu Jorge, que encerrou o evento. De acordo com a Secretaria de Estado da Cultura, organizadora dos festejos, passaram pela praça, ao longo do dia, cerca de 20 mil pessoas.Na Avenida Paulista, cerca de 1,5 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, participaram da Marcha da Consciência Negra. Eles se reuniram no vão do Masp e passaram pela Avenida Paulista e pela Rua da Consolação, até chegar à Praça Ramos de Azevedo, no centro. A manifestação provocou lentidão na Paulista. Às 15h15, a lentidão era de 1,6 quilômetro, entre a Alameda Ministro Rocha de Azevedo e a Praça Oswaldo Cruz, no sentido da Rua da Consolação.

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