Guto Kuerten-Agência RBS/Estadão
Guto Kuerten-Agência RBS/Estadão

Durante novos ataques em SC, ex-agente prisional é morto

Em 6 dias, a PM contabilizou 22 atentados a ônibus, bases policiais, viaturas e casas de agentes; 4 suspeitos foram presos e 2 mortos

Tomás M. Petersen, Especial para O Estado

30 de setembro de 2014 | 10h45

Atualizado às 12h35

FLORIANÓPOLIS - As últimas 24 horas foram as mais tensas desde a retomada dos ataques em Santa Catarina. Desde a tarde de segunda-feira, 29, até a manhã desta terça-feira, 30, foram pelo menos quatro atentados a ônibus, quatro ataques a bases e casas de policiais e o homicídio de um agente prisional aposentado em Criciúma, no sul do Estado. Nos últimos seis dias, desde quando os atentados começaram na noite de sexta-feira, 26, com dois ônibus incendiados na Grande Florianópolis, a Polícia Militar já contabilizou 22 ataques. 

O assassinato aconteceu por volta das 23h30. O agente foi chamado fora de casa e acabou recebendo três tiros, dois nas costas e um na cabeça, morrendo na hora. Ele estava aposentado há cinco anos da função.

Com o reforço na segurança, com escolta de ônibus e a recomendação para que os coletivos deixassem de circular durante a madrugada, nesta segunda-feira, as ocorrências começaram a acontecer em outras regiões do Estado. Na noite desta segunda-feira, dois ônibus foram incendiados no Vale do Itajaí, em Navegantes e Itapema. 

Ao todo, 13 ônibus foram incendiados. Somente em Tijucas na madrugada desta terça-feira, cinco veículos de uma prestadora de serviços da prefeitura foram queimados na garagem. Já o último ataque aconteceu pela manhã, às 7h20, em Florianópolis, no sul da ilha, depois que os coletivos tinham voltado a circular. O cobrador ficou dentro do ônibus e teve que pular por uma janela.

Depois desse novo atentado na capital, o sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo de Florianópolis, conforme nota divulgada na segunda-feira, vai parar as atividades depois das 18h30. A medida é uma forma de preservar a vida dos funcionários.

Os ataques foram retomados na tarde de segunda-feira, quando dois bandidos em um carro atiraram contra uma base da PM em Florianópolis. Durante a fuga e a perseguição, eles acabaram capotando o carro, atropelando duas pedestres, que ficaram e estado grave. Houve tiroteio, e os criminosos se esconderam no manguezal. Um primeiro suspeito, menor de idade, foi detido nas primeiras horas, mas as buscas pelo segundo duraram aproximadamente seis horas.

Além dos ônibus incendiados, houve também cinco ataques a bases policiais, quatro contra casas de agentes de segurança e duas viaturas alvejadas. Um posto de gasolina em Palhoça também foi alvo de criminosos, mas os funcionários conseguiram conter as chamas antes de maiores estragos.

Ao todo, dois criminosos foram mortos em confronto com a polícia, na madrugada de domingo após um ataque a um depósito da Polícia Civil em Palhoça. Policiais militares em ronda identificaram dois suspeitos numa moto, e após tiroteio, um foi morto na hora e outro levado ao Hospital Regional de São José, onde faleceu na segunda-feira. Outros quatro suspeitos de envolvimento em atentados foram presos nesta segunda-feira.

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