Clodagh Kilcoyne / Reuters
Clodagh Kilcoyne / Reuters

Durante viagem à Irlanda, papa se encontrará com vítimas de abuso sexual cometido por padres

Dezenas de clérigos irlandeses foram acusados de molestar menores de idade e a hierarquia católica encobriu as denúncias para evitar o escândalo em um período entre 1975 e 2004

O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2018 | 11h30

CIDADE DO VATICANO - O papa Francisco se encontrará com vítimas de abuso sexual cometido por clérigos durante sua visita à Irlanda no fim de semana, informou o Vaticano nesta terça-feira, 21.

O porta-voz Greg Burke disse a repórteres em entrevista sobre a viagem de Francisco que caberá às vítimas decidir se vão querer falar sobre o encontro com o pontífice depois que a reunião for realizada. Este é um procedimento normal quando o papa se encontra com vítimas de abusos cometidos por clérigos durante suas viagens.

O principal objetivo da visita à Irlanda é participar do encerramento do Encontro Mundial da Família, que acontece a cada três anos em uma cidade diferente.

Burke disse que a viagem continuará focada na família, mas que o papa terá muitas oportunidades para falar sobre abuso sexual enquanto estiver na Irlanda, um dos vários países que ainda se recuperam de escândalos de abuso que prejudicaram o prestígio e a credibilidade da Igreja Católica.

Escândalos

Na segunda-feira, Francisco escreveu uma carta sem precedentes a todos os católicos do mundo, na qual pediu a cada um deles que ajude a erradicar “esta cultura da morte” e prometeu que não haveria mais acobertamentos.

Veja abaixo: Pensilvânia acusa mais de 300 padres por pedofilia

O escândalo mais recente que atingiu a Igreja Católica foi a publicação pela Suprema Corte da Pensilvânia, nos EUA, de um relatório que documenta 300 supostos casos de "sacerdotes predadores" sexuais no Estado e identifica cerca de 1 mil menores de idade como vítimas desde os anos 1940.

A ferida dos abusos ainda está aberta na Irlanda, onde dezenas de padres foram acusados de molestar menores de idade e a hierarquia católica encobriu as denúncias para evitar o escândalo em um período compreendido entre 1975 e 2004. / AFP e EFE

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