Dúvidas fazem PF detalhar campanha de desarmamento

O cidadão que devolver sua arma, mesmo as sem registro, não será preso ou investigado, nem sofrerá constrangimento no ato da entrega, ainda que não tenha sequer o porte. Ele também não precisa revelar a origem da arma e, mesmo que ela tenha sido usada em crimes, essa informação não pode ser usada em investigação criminal contra o portador que a devolveu. Os esclarecimentos foram dados nesta sexta-feira pela Polícia Federal diante do elevado índice de dúvidas observado em todo o País entre pessoas que pretendem aderir à campanha de desarmamento.A confusão inicial e o temor de retaliações, sobretudo por parte de quem possui arma clandestina, prejudicou os dois primeiros dias da campanha de recompra de armas. Centenas de pessoas pegaram guias de salvo-conduto para transitar com a arma até o posto de entrega, sem risco de ser preso e milhares foram buscar informação.Devido aos problemas dos primeiros dias, a PF adiou para a próxima semana o primeiro balanço da campanha. O coordenador geral de defesa institucional da PF, Valdinho Jacinto Caetano, informou que o portador deve apenas preencher o formulário da devolução, com os dados cadastrais da conta em que a indenização deve ser depositada. Quem tiver algum receio, pode mandar um terceiro fazer a devolução. "Não queremos saber quem está entregando, queremos a arma", garantiu o delegado. O governo federal pagará entre R$ 100 e R$ 300 por cada arma devolvida, conforme o calibre. A campanha se estenderá até dezembro e tem objetivo tirar de circulação cerca de 80 mil armas em poder de particulares. As armas devolvidas ficarão sob a guarda da Polícia Federal, que dentro de algum tempo começará a periciá-las para a posterior destruição.

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