É desespero eleitoral ligar PT ao PCC, rebate Berzoini

O presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), rebateu no final da tarde de hoje, as afirmações dos candidatos do PSDB Geraldo Alckmin (Presidência) e José Serra (governo de São Paulosugerindo a existência de ligações entre o PCC e o partido governista. "O PT considera isso tudo uma demonstração de desespero eleitoral, uma tentativa de manipular a opinião pública e de repassar responsabilidades", disse Berzoini à Agência Estado.Segundo Berzoini, a população brasileira saberá olhar para as afirmações como uma manifestação de oportunismo político por parte de Alckmin e Serra, que segundo ele se enquadram cada vez mais "na direita brasileira". "É o triste fim do PSDB como porta-voz da Arena", disse o presidente nacional do PT, em referência ao partido que dividiu a cena política brasileira com o MDB durante o regime militar.Durante a tarde de hoje, os dois candidatos tucanos complementaram a discussão aberta ontem pelo senador Jorge Bornhausen (PFL), que disse acreditar na existência de um elo entre o PT e o PCC, relacionado aos ataques comandados em São Paulo pela facção criminosa. Serra concordou que existem indícios desse relacionamento, apesar de admitir que não existem provas. Alckmin, por sua vez, afirmou que há "muita coisa estranha" nos ataques, mas preferiu não falar diretamente em relação do PT com o PCC.Berzoini sustentou que o PT vem tentando debater a questão da violência em São Paulo durante os 11 anos de administração do PSDB no Estado, sem atribuir aos tucanos o crescimento do PCC.No site do PT, Berzoini já havia divulgado nota, na qual repudiou a declaração do senador Jorge Bornhausen (PFL), que disse, em entrevista à Folha, desconfiar haver um elo entre o PT e as ações da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo. Para Berzoini, o senador age de forma irresponsável e oportunista. "O PT rechaça essa declaração e se solidariza com o povo paulista, que sofre hoje com a falta de gestão do sistema carcerário e da segurança pública de São Paulo", afirmou o presidente no PT na nota.

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