''''É estranho mandar todo mundo embora''''

Manoel Rafael Aranha Peixe, ex-representante da Polícia Civil no Cetran, foi um dos 11 integrantes que votaram a favor do cancelamento das multas de rodízio.O senhor foi pego de surpresa pela dispensa do Cetran?Um pouco, sim. Acho que todos do conselho foram pegos de surpresa. A dispensa dos conselheiros foi antecipada, digamos assim. O governador pode fazer o que quiser, os cargos são de confiança, então é direito do governador colocar quem ele quiser. Mas talvez a história do cancelamento das multas tenha precipitado a mudança, pois ficaríamos no cargo até julho. É no mínimo estranho mandar todo mundo embora, né?Como souberam da notícia?Fomos hoje (ontem) de manhã para o trabalho, para a sessão, e lá ficamos sabendo do decreto publicado no Diário Oficial. O que é bom dizer é que ninguém era contra o rodízio. O problema é a maneira como a lei estava sendo cumprida. Uma lei dessas só pode ser imposta com a devida sinalização.O governador foi arbitrário?No estado de direito em que vivemos, a decisão foi antidemocrática. O correto é o entendimento. Desde 2006 já havíamos avisado a CET sobre a necessidade da sinalização correta do rodízio, mas não fizeram absolutamente nada. Agora, agiram criando um decreto para dispensar o conselho.

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