É iminente trégua entre governo colombiano e ELN

Delegados do governo colombiano e do rebelde Exército de Libertação Nacional (ELN), que estão discutindo em Cuba a adoção de mecanismos para a verificação internacional de uma trégua, divulgaram nesta terça-feira comunicado conjunto, dizendo que começaram a "estudar um acordo de trégua que possa converter-se em um ato de paz tangível". No comunicado de seis pontos, as partes asseguram que, "diante do momento que vive o país, é necessário reafirmar que a solução política para o conflito é possível". As conversações sobre a trégua e o estabelecimento de uma comissão internacional de verificação do cumprimento do acordo começaram na semana passda em Havana e prosseguirão neste fim de semana, assegurou Paulo Beltrán, membro do chamado Comando Central do ELN, segundo maior grupo guerrilheiro da Colômbia. "Tem que ser uma verificação permanente com mecanismos preventivos; trata-se de evitar que haja, digamos assim, confrontos", assegurou Beltrán, antecipando que a trégua pode ser anunciada antes do final deste mês. Caso a trégua se concretize, o governo colombiano conseguirá com o ELN o que não conseguiu ao longo de três anos com as poderosas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a primeira guerrilha do país, com a qual rompeu negociações no mês passado. Beltrán indicou que essa trégua seria temporária e poderia estender-se até pouco depois de o novo presidente colombiano assumir o poder em agosto. O chefe rebelde acrescentou que o ELN vai "exigir dos candidatos uma manifestação pública a respeito desta proposta" de trégua.As eleições presidenciais serão realizadas em maio na Colômbia. Acrescentou que também as Farc conhecerão o projeto que está sendo elaborado.

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