HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO
HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

'É inadmissível que poder público e empresas não tenham aprendido nada', diz Marina Silva

Ex-ministra do Meio Ambiente e candidata à presidência da República afirma que a 'história se repete como tragédia'; veja outras repercussões de ONGs ambientalistas

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2019 | 16h46

A ex-ministra do Meio Ambiente e candidata à presidência Marina Silva comentou nesta sexta-feira, em seu perfil no Twitter, o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho.

"Depois de 3 anos do grave crime ambiental em Mariana, com investigações ainda não concluídas e responsáveis punidos, a história se repete como tragédia em Brumadinho. É inadmissível que o poder público e empresas mineradoras não tenham aprendido nada", escreveu.

 

Marina também afirmou que está em contato com a prefeitura de Belo Horizonte.

"Este novo desastre com barragem de rejeitos de minérios, desta vez em Brumadinho (MG), é uma triste consequência da lição não aprendida pelo Estado brasileiro e pelas mineradoras com a tragédia da barragem de Fundão, da Samarco, em Mariana (MG), também controlada pela Vale", opinou o Greenpeace em nota. 

"Minérios são um recurso finito que devem ser explorados de forma estratégica e com regime de licenciamento e fiscalização rígidos. A reciclagem e reaproveitamento devem ser priorizados. Infelizmente, grupos econômicos com forte lobby entre os parlamentares insistem em querer afrouxar as regras do licenciamento ambiental, o que, temos alertado, significaria criar uma 'fábrica de Marianas'. Casos como esse, portanto, não são acidentes, mas crimes ambientais que devem ser investigados, punidos e reparados."

Instituto Socioambiental se manifestou na rede social.

"É importante frisar que esta é de fato uma tragédia, mas não um acidente. Um desastre dessas proporções pode – e deve – ser evitado por meio de leis ambientais que garantam a segurança das comunidades e da natureza", afirmou em nota a ONG WWF. "Toda a vida ao redor do Rio Paraopeba foi atingida – as populações que vivem ao redor da barragem, os trabalhadores da empresa que estavam no local durante o rompimento e toda a natureza ao redor do rio, um dos afluentes do São Francisco, maior bacia hidrográfica do país", continua a organização.

"Três anos após o desastre de Mariana, vidas foram novamente perdidas porque persistimos no erro de não prevenir que tragédias como essa aconteçam. O Brasil precisa aumentar seus esforços de fiscalização. Precisamos fortalecer a estruturação dos órgãos governamentais que têm a importante tarefa de fiscalizar atividades com alto impacto social e ambiental."

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