E-mail carrega ameaça digital

Criminosos se fazem passar por banco, loja e governo

Renato Cruz, O Estadao de S.Paulo

29 de maio de 2009 | 00h00

Muitos crimes digitais começam com uma mensagem de correio eletrônico. Todo cuidado é pouco com arquivos e links para sites vindos por e-mail, mesmo que aparentemente tenham sido enviados por pessoas que o internauta conhece. O melhor é não abrir o arquivo e não clicar no link.Os golpes digitais estão se tornando cada vez mais sofisticados. Os criminosos digitais tentam se passar por bancos, lojas e governo para atrair a atenção dos internautas. Um golpe comum é direcionar o usuário para um site falso de banco, fazendo digitar sua senha e outros dados pessoais. Não acredite em mensagens que dizem coisas como "estamos recadastrando os dados do internet banking para melhorar a sua segurança".Na dúvida, é sempre melhor consultar o site do banco diretamente, digitando o endereço no navegador, sem usar o link fornecido pela mensagem de correio eletrônico.Alguns golpistas tentam se passar pela Receita Federal, na época da declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física, ou pela Justiça. Outros se passam por lojas, divulgando produtos em ofertas ou avisando a respeito de débitos vencidos que não existem. Nesses casos, a recomendação também é ir direto ao site das instituições, para conferir as informações, sem clicar em links ou abrir arquivos.Além do cuidado com as mensagens de correio eletrônico, existem alguns requisitos de tecnologia que podem aumentar a segurança do internauta. Uma delas é manter atualizadas as versões dos programas instalados em seu micro, como o sistema operacional e o navegador de internet. Outra é utilizar software de defesa, como antivírus e firewall (que bloqueia invasões), mantendo-o sempre atualizado.Existem sites mal-intencionados que verificam o sistema operacional e o navegador do internauta, ajustando o ataque de acordo com a plataforma tecnológica. Alguns tipos de software usados nos ataques identificam os sites de bancos e de comércio eletrônico mais visitados pela vítima, para disparar e-mails que se fazem passar por esses sites. O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br) registrou 218.074 incidentes entre janeiro e março deste ano. A maioria deles (79,6%) foi de fraude. Ou seja, ataques para obter vantagens, geralmente financeiras.

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