É na lembrança que aposta suas fichas

Mais que um programa do PSDB, o que foi ao ar foi a campanha de Serra. Sua história: o garoto pobre que virou líder, o exílio e o super currículo que construiu. Depois, o prefeito e o governador; implicitamente, é a Dilma, na comparação, a quem se refere. Tudo isso em cores pastéis, o azul clean; o candidato sorridente, simpático: nenhum vestígio do Serra dito mal-humorado e centralizador. E, antes de tudo, Serra quer vencer. A estratégia foi, portanto, valorizar o produto: o Serra que fez, fez, fez e ainda fará, pois reza sua crença, "o Brasil pode mais"; pode mais com ele, Serra. Por isso, ninguém para apresentá-lo; nem Aécio, nem FHC, nem aliados: apenas o narrador, em off, e ele, no vídeo, cercado da gente simples que lhe é agradecida, servindo-lhe de "escada". Mais que conhecido, busca o reconhecimento. É na lembrança que aposta suas fichas.

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