Edifício Ariona será demolido laje por laje

O Edifício Ariona não deverá serimplodido. O mais provável é que seja demolido pelo métodotradicional, laje a laje, sob o impacto de bolas de massa presasa guindates. "É mais viável economicamente", diz odiretor-técnico da Serplan, Narciso Marques da Silva. Aincorporadora, juntamente com a Construtora Tricury e Escritóriode Arquitetura Ricardo Julião, ficará responsável peloempreendimento que vai substituir Ariona.A idéia é aprovar o projeto no início do ano e começar as obrasno segundo semestre. Serão duas torres de 11 andares cada, etrês subsolos, ocupando juntas uma área de 550 metros quadrados.O terreno restante será tranformado em jardins. Na fachadahaverá muito vidro e o interior será revestido com granito."Vai ser um edifício em estilo moderno, dotado de equipamentosinteligentes e muita segurança."A obra está orçada em R$ 12 milhões - R$ 2 milhões a mais do queo valor pago pelo Ariona, cujo processo de aquisição foi dosmais trabalhosos. De acordo com o diretor da Serplan, Dario deAbreu Pereira Neto, as negociações levaram mais de dois anos.O contrato de compra e venda foi assinado no dia 29 de outubro.Foi um dia de comemoração, já que os antigos donos do Arionaaguardaram 10 anos até conseguir vender os imóveis. Segundo osíndico do edifício, Maurício Calderon, a maioria dosproprietários já tinha deixado o Ariona, atraída por prédiosmais modernos, em regiões mais calmas. Sem encontrar compradorespara os apartamentos, eles concluíram que a venda integral doprédio seria a única solução.O professor de urbanismo Candido Malta, que já foi secretário deplanejamento de São Paulo, acha, no entanto, que a cidade saiperdendo com a substituição do Ariona por um prédio deescritórios. "Um dos motivos de deterioração dos grandescentros é a falta de moradores", afirma. "Durante o dia há omovimento do comércio e dos serviços, mas à noite a estruturafica ociosa, e o abandono estimula as depredações e aviolência", conclui.

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