Reprodução/Twitter
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Edison Brittes se cala durante audiência no Caso Daniel

Empresário é assassino confesso do jogador, crime que aconteceu em São José dos Pinhais. Outros réus também foram ouvidos pela Justiça nesta quarta

Julio Cesar Lima, Especial para o Estado

04 de setembro de 2019 | 23h37

CURITIBA – O empresário Edison Brittes, assassino confesso do jogador Daniel Corrêa Freitas, torturado e morto em outubro do ano passado, após uma festa na casa de Brittes, permaneceu calado durante a audiência no Fórum de São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba). Com a estratégia adotada pela defesa do empresário, os acusados Ygor King e David Willian Vollero Silva também permaneceram calados.

O advogado dos dois jovens, Rodrigo Faucz, acredita que seus clientes não irão a júri. “Há a expectativa de não irem a júri por conta do homicídio, apenas pelas agressões, mas, no caso deles irem à júri, terão de explicar suas participações”, comentou à imprensa.

As audiências ocorreram nesta quarta-feira, 4, no Fórum de São José dos Pinhais, com a juíza Luciani Regina Martins de Paula, do Ministério Público do Paraná (MP-PR). As sessões, que duraram cerca de seis horas, começaram com o depoimento de Allana Brittes – filha do empresário e que está em liberdade – e de Evellyn Brisola Perusso.

Allana não respondeu os promotores e Evellyn falou sobre o caso e voltou a acusar Eduardo Purkote de participação no crime. Purkote não foi denunciado.

Antes de Cristiana Brittes, que encerrou o ciclo de audiências, a juíza ouviu Eduardo Henrique da Silva. O advogado de defesa de Cristiana, Cláudio Dalledone, ressaltou que sua cliente mostrou não ter participado do crime e voltará a pedir a revogação de sua prisão (no momento ela responde em liberdade).

O advogado da família Brittes, Nilton Ribeiro, acredita que a sentença deve ser proferida ainda neste ano e que há possibilidade de irem a júri popular. Na opinião de Renan Canto, que defende Allana, sua cliente mostrou que não teve participação no que ocorreu ao jogador. “Ela esclareceu os fatos, desde a festa na Shed, a sua não participação e da mãe dela, disse.

Cinco respondem por assassinato de jogador

Edison Brittes Junior, Eduardo Henrique da Silva, Ygor King, e David Willian Vollero Silva respondem por homicídio qualificado, com motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima, ocultação de cadáver e fraude processual.

Cristiana Brittes responde por homicídio qualificado, com motivo torpe, e coação no curso do processo, e a filha Allana Brittes é denunciada por coação de testemunhas, corrupção de menores e fraude processual. Evellyn Perusso está respondendo por fraude processual.

Acusado por Edison Brittes de ter tentado estuprar Cristiana, Daniel foi agredido pelos denunciados, depois castrado, morto e jogado em um terreno na Colônia Mergulhão, na área rural de São José dos Pinhais.

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