Edital para o trem-bala deve sair até setembro

O governo espera publicar em meados de setembro o edital de licitação para receber as propostas para construção do Trem de Alta Velocidade (TAV), o trem-bala que ligará Campinas , São Paulo e Rio, informou ontem o secretário executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos. A expectativa do governo é de que as obras comecem no segundo semestre de 2010, juntamente com uma empresa estatal, ainda a ser criada, para supervisionar as obras e depois gerenciar o funcionamento, além de trabalhar no aperfeiçoamento e desenvolvimento de tecnologia de transporte. O secretário informou que já existe um anteprojeto de lei para criação da estatal em fase final de análise na Casa Civil, que deverá ser encaminhado ao Congresso nos próximos meses. "Estamos falando de uma empresa enxuta, focada na tecnologia dos trens de alta velocidade, e engenharia com profissionais especializados nessa área", disse o secretário. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, antecipou no ano passado a intenção do governo de criar uma estatal para administrar o trem-bala e coordenar o processo de transferência de tecnologia ferroviária para trens de alta velocidade. Passos disse que o Brasil não quer apenas importar equipamentos, mas deseja deter a tecnologia. Para colocar o edital na rua, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deverá ainda enviar para análise do Tribunal de Contas da União (TCU) todos os documentos que envolvem a obra. O objetivo é que as propostas sejam entregues em dezembro deste ano e o contrato de concessão seja assinado no fim do primeiro semestre de 2010. O diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, acrescentou que será considerado o prazo de execução das obras proposto pelos licitantes, pois o governo quer ter o trem-bala em operação a partir de 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil. "Isso é um grande desafio, mas acreditamos que é viável." Anteontem, foi divulgado que o orçamento das obras é de R$ 34,6 bilhões, 57% mais que o previsto originalmente no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Os estudos consideram os obstáculos físicos que terão de ser vencidos e tornam caras as obras de engenharia", disse.

Isabel Sobral, O Estadao de S.Paulo

18 Julho 2009 | 00h00

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