José Patrício/AE
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Edmundo deixa delegacia em São Paulo após habeas corpus

Justiça do Rio concedeu liberdade provisória ao ex-jogador, preso nesta madrugada na capital

Bruno Lousada e Tiago Rogero, estadão.com.br

16 de junho de 2011 | 19h56

SÃO PAULO - Menos de 24 horas depois de ser preso, o ex-jogador e comentarista esportivo Edmundo deixou a delegacia em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, no início da noite desta quinta-feira, 16, após a Justiça do Rio ter aceito o pedido de habeas corpus impetrado por seu advogado.

 

Segundo a desembargadora que concedeu liberdade provisória, Rosita Maria de Oliveira, da 6.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), ainda cabe recurso no processo que corre contra o ex-atacante, acusado pela morte de três pessoas e lesões corporais a outras três, vítimas de acidente na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro, em dezembro de 1995. Ele foi condenado, em março de 1999, a quatro anos e seis meses de prisão. Na época, chegou a ficar preso por um dia, mas foi liberado.

 

Preso durante a madrugada desta quarta em um flat no Itaim Bibi, na zona oeste de São Paulo, Edmundo foi levado à 3.ª Delegacia Seccional Oeste, onde ficou durante o dia em uma cela de seis metros quadrados, sem colchão e janela. Pela manhã, dois amigos visitaram o ex-atleta e levaram sanduíches para ele.

 

Com a missão de trazer Edmundo para o Rio de Janeiro, seis policiais cariocas, divididos em duas viaturas, demoraram sete horas para chegar à delegacia. Os agentes se perderam no caminho e pediram para os policiais da 3.ª Seccional que os buscassem na Marginal Tietê. Às 16h30, quando haviam acabado de chegar à delegacia, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro comunicou a expedição do alvará de soltura e a viagem dos agentes cariocas a São Paulo foi em vão.

 

O advogado de Edmundo, Arthur Lavigne Júnior, que ingressou no começo da tarde com o pedido de habeas corpus, comemorou a decisão. "A desembargadora decidiu algo que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) já tinha definido em 1999: que não poderia haver prisão ou cumprimento de pena antes do trânsito em julgado, ou seja, quando terminassem todos os recursos", disse o advogado.

 

Segundo ele, há um recurso contra a condenação correndo no Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, Lavigne mantém a tese de que o crime está prescrito. Para o advogado, o prazo para a prescrição é de oito anos, a partir da data de condenação (março de 1999), e não de 12 anos, "como entendeu o juiz da VEP."

 

Lavigne disse que conversou com Edmundo logo depois que ele recebeu a notícia de que seria solto. "Estava emocionado, mas respirando aliviado", afirmou o advogado. Segundo ele, o ex-jogador, que brilhou principalmente pelo Vasco e Palmeiras e conquistou títulos importantes em sua carreira, deve permanecer em São Paulo nos próximos dias.

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