Educação faz IDHM subir, com destaque para a baixa evasão

Dados mostram que o ensino fundamental está quase universalizado e cinco regiões têm avaliação excelente

O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2014 | 22h21

 BRASÍLIA - Apesar das conhecidas dificuldades da educação brasileira, a melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios (IDHM) das zonas metropolitanas se deve principalmente aos avanços educacionais do País. O atlas divulgado nesta terça-feira, 25, por Pnud e Ipea mostra que esses foram os quesitos onde houve maior crescimento e maior redução da desigualdade entre regiões e mesmo dentro de uma zona metropolitana. 

Em 2000, o IDHM de educação estava ainda no nível baixo - menor do que 0,599 - em todas as regiões. O mais alto, de São Paulo, chegava a apenas 0,592. Apesar de ruim, ainda era 43% superior ao de Manaus, a pior colocada, que tinha um IDHM educacional de apenas 0,414 (muito baixo). 

Hoje, a capital do Amazonas, mesmo continuando na pior colocação entre as 16 zonas metropolitanas estudadas, tem um índice melhor do que o de São Paulo em 2000, 0,636. 

O mapa atual mostra que cinco regiões metropolitanas já têm um IDHM educacional alto, acima de 0,700. Além de São Paulo, que está em segundo lugar, estão nessa situação São Luís, a campeã, o Distrito Federal, Curitiba e Cuiabá. As 11 demais estão com desenvolvimento médio, acima de 0,600. Manaus é a pior delas, com Porto Alegre, Belém, Natal e Salvador vindo em seguida. 

“O avanço na educação é significativo e nos permite antecipar ainda mais melhoras futuras”, afirmou o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri. Para o pesquisador do Ipea Marco Aurélio Costa, a área da educação apresentou o avanço mais expressivo. “Principalmente no atraso escolar. É uma informação importante, que dialoga mais diretamente com as políticas públicas e com o esforço dos governos em colocar crianças nas escolas na idade correta”, disse. 

Como se calcula. O IDHM de educação é formado pelo porcentual de pessoas acima de 18 anos com pelo menos o fundamental completo, o chamado estoque educacional, e pela frequência escolar, sem atraso, de crianças e jovens - calculado nas faixas etárias de 5 e 6 anos frequentando a escola, 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental, 15 a 17 anos frequentando o ensino médio e acima de 18 anos com ensino médio completo. 

Apesar da qualidade ainda sofrível da educação brasileira, os índices de frequência escolar são os que mais aumentaram em todo o País. Hoje, o ensino fundamental está praticamente universalizado, acima dos 97% das crianças de 7 a 14 anos matriculadas na escola. No ensino médio, chegou em 2012 a 54% dos jovens de 15 a 17 anos. / LISANDRA PARAGUASSU e LÍGIA FORMENTI

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