EIA-Rima não avalia o impacto na saúde

Surdez e distúrbios psíquicos são alguns dos traumas relatados por moradores. Vizinhos do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, já se acostumaram a não ouvir trechos da novela, não escutar o pedido do freguês no balcão e a perder o melhor da fofoca ao telefone, toda vez que um avião sobrevoa a região. E isso ocorre uma vez a cada dois minutos, nos horários de pico. "O ruído não é apenas um incômodo, mas um problema de saúde na região, que o estudo não revela", diz Edwaldo Sarmento, vice-presidente da Associação dos Moradores do Entorno do Aeroporto de Congonhas.Moradora do Jardim Jabaquara, um dos bairros que ficam na cabeceira da pista, a dona de casa Eliana Barbarise, de 53 anos, descobriu numa audiometria que perdeu 60% da audição. Pior, depois da queda do avião da TAM, Eliana passou a sofrer com crises de angustia, insônia e pressão alta, sintomas que a levaram várias vezes ao pronto-socorro. Diagnóstico médico: síndrome do pânico.

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