Reprodução
Reprodução

'Ela foi maltratada e chora muito', diz mãe de jovem ao desembarcar

Anna Stéfane Radeck, de 16 anos, viajou desacompanhada para os EUA e ficaria na casa de tios em Orlando; adolescente ficou retida em abrigo por quase 20 dias

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

02 Setembro 2016 | 08h12

SÃO PAULO - A adolescente Anna Stéfane Radeck, de 16 anos, que foi barrada no aeroporto de Detroit, nos Estados Unidos, permaneceu por quase três semanas em um abrigo para imigrantes e retornou ao Brasil na madrugada desta sexta-feira, 2, foi vítima de maus-tratos no local, segundo informou a mãe e empresária Liliane de Carvalho Ferreira. Ela relata que as condições no abrigo eram precárias e que Anna passou fome.

"Foram dias muito difíceis. Ela passou mal nos dois voos e chora muito. Sofreu maus-tratos, reclamou que passava fome e frio. Disse que a ameaçavam e coagiam a todo momento. Eram ameaças constantes", afirmou a empresária em entrevista à TV Globo. As duas aterrissaram no Brasil por volta das 3 horas desta sexta-feira, após conexão no Panamá. 

No dia 10 de agosto, Stéfane viajou desacompanhada com visto de turista. Ela saiu do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, com destino a Orlando para visitar os tios, que moram na cidade. Desceu no aeroporto de Detroit, em Michigan, onde faria uma conexão. Mas foi barrada pelas autoridades americanas e, no mesmo dia, encaminhada para um abrigo em outra cidade, Chicago, em Illinois. 

A família relatou que Anna ficou incomunicável por três dias e que o endereço de onde ela estava era sigiloso. Dias depois, a mãe viajou aos Estados Unidos para tentar resgatar Stéfane e contratou uma advogada. 

Esta foi a primeira vez que Anna viajou desacompanhada aos Estados Unidos. Mas a família já foi a Orlando várias vezes para visitar os parentes. "Não quero voltar para os Estados Unidos. Estou muito indignada, muito triste com o que aconteceu. Ela chora muito, está muito abalada", conta Liliane. Ela também criticou a atuação do Consulado-Geral do Brasil em Chicago, que não teria ajudado a resolver a situação. "O Consulado falava o tempo todo que estava tudo bem com a minha filha."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.