Gabriela Biló / Estadão
Gabriela Biló / Estadão

Elba Ramalho leva foliões ao Ibirapuera no primeiro dia do carnaval de rua

Programação oficial do carnaval de rua de São Paulo começa neste sábado, 23

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2019 | 15h12
Atualizado 06 de março de 2019 | 14h59

SÃO PAULO - Após mais de um mês de ensaios de blocos e shows temáticos, a programação oficial do carnaval de rua de São Paulo começou neste sábado, 23. Um dos primeiros blocos a desfilar pela cidade foi o Frevo Mulher, nas imediações do Parque do Ibirapuera, na zona sul. O desfile foi comandado pela cantora Elba Ramalho.

O bloco se apresentou por quase três horas, sendo logo depois seguido pelo cantor Alceu Valença com o início do desfile do Bicho Maluco Beleza, no mesmo percurso. Além das canções de seus discos, Elba também cantou sucessos de outros artistas, como  Araketu e Banda Eva.

Entre os milhares de foliões, estava a cozinheira Silvanilda Maria Silva, de 29 anos, que foi acompanhada do sobrinho Cléssio Feitosa, 22, auxiliar de administração. Pernambucanos, mas moradores da zona sul de São Paulo, eles sempre se organizam para ir a blocos de artistas nordestinos.

Para entrar no clima, Silvanilda estava com um guarda-chuva de frevo que ganhou de uma amiga. Já Feitosa levou um copo e vestiu uma saia de tule. “Eu adoro carnaval. Tenho uma lista de blocos pra ir, quero pelo menos dois por dia”, diz ele.

Já a manicure Mônica Lima, de 28 anos, foi junto de cinco familiares e amigos. Eles optaram por transporte por aplicativo. “A gente veio de Uber até a metade, depois foi a pé”, conta, por causa do trânsito que se concentra na região. Para compor a fantasia, ela comprou itens na Rua 25 de Março, na região central, como saia de tule e uma tiara de chifres da personagem Malévola.

O evento também atraiu integrantes de outros blocos da cidade, como do Bloco da Marvada, criado por pernambucanos na Vila Prudente, zona leste.

“Não deixa nada a dever (para o de Recife e Olinda). Lógico que lá é diferente, mas São Paulo aprendeu a curtir”, garante a contadora Mary Brombay, de 54 anos. “Só faltou a praia”, completa  a aposentada Joseleide Silva, de 53 anos.

Com os termômetros de rua do entorno apontando 33°C, a maioria dos foliões optou por roupas leves, como bermudas e saias, e apostou em acessórios carnavalescos, como tiaras, máscaras e maquiagem com glitter.

Pouco depois das 16 horas, Alceu Valença subiu ao palco cantando a música que dá nome ao bloco: “Bicho maluco beleza”. Pelo público, foliões tinham perfis variados, desde casais com filhos pequenos até idosos, adolescentes e jovens adultos.

Dentre eles, estava a economista Isis Vendramini, de 26 anos, que foi ao bloco para comemorar o aniversário de uma amiga. A aniversariante ainda não tinha chegado quando o ‘Estado’ entrevistou a turma de seis amigos, em que as cinco garotas vestiam saia de tule colorido e usavam placas parabenizando a amiga

“Vou no carnaval daqui desde 2011, 2012. Este ano, a gente escolheu ficar parair nos blocos”, conta Isis. “Cada dia a gente vai em um, a gente gosta do Domingo Ela Não Vai, do Pagode Anos 90…”

De Natal (RN), a atriz Candice Lima, de 32 anos, pula carnaval em São Paulo desde 2016, quando veio visitar uma irmã que mora na cidade. Agora também radicada na capital paulista, ela mantém o hábito de fazer fantasias personalizadas, de quando aproveitava a festa em Pernambuco. Desta vez, estava com uma placa em referência a um meme de internet. “O Alceu (Valença) é o primeiro bloco que vou este ano. Se não trabalhasse amanhã, com certeza iria para a rua. Amo carnaval.”

Ao todo, 210 desfiles estão programados para ocorrer apenas neste fim de semana na capital paulista, dos quais 120 vão para a rua neste sábado, tais como o Casa Comigo, o Sereianos e o Sargento Pimenta. Ao todo, a programação, de oito dias, contempla 516 blocos.


 

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