Wilton Júnior/ AE
Wilton Júnior/ AE

Eleição do pastor Feliciano gera protestos pelo País

Em São Paulo, a passeata aconteceu na avenida Paulista; no Rio de Janeiro, a manifestação reuniu cerca de 400 pessoas na Cinelândia, no centro

Bruno Boghossian e Lucianal Nunes Leal, de O Estado de S. Paulo,

09 Março 2013 | 17h15

Centenas de pessoas ligadas ao movimento negro e grupos LGBT, além de militantes políticos, aderiram neste sábado, 9, à passeata iniciada na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, contra o pastor Marco Feliciano (PSC-SP). O deputado federal foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara na quinta-feira, 7.

 

Feliciano é evangélico e já deu declarações consideradas racistas e homofóbicas. A escolha do deputado para comandar a comissão provocou forte reação dos movimentos sociais e populares. Segundo os organizadores, que incluem pessoas ligadas ao movimento Fora Renan, a passeata reuniu 10 mil pessoas em São Paulo. A Polícia Militar fez uma estimativa de 800 presentes.

 

Os organizadores também pretendem promover um grande protesto em Brasília, nos próximos dias.

 

Rio - Militantes de direitos humanos, movimentos gays e grupos de combate à intolerância religiosa também foram às ruas no Rio de Janeiro em protesto contra a eleição de Feliciano. A manifestação reuniu cerca de 400 pessoas na Cinelândia, centro do Rio. "Não somos minorias", "Sou bi, sou normal", "A diversidade é humana", "Não acredito em um Deus que exclui", diziam algumas faixas e cartazes. Outros manifestantes pediram a saída do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

 

 

A manifestação foi organizada por internautas nas redes sociais. Muitos deles se conheceram pessoalmente na hora do protesto, como a produtora cultural Beatriz Pimentel e o estudante Fabrício Silva. "Sou evangélica, da Primeira Igreja Batista do Recreio, e não me sinto representada pelo Feliciano nem pelo Silas Malafaia nem por muitos outros desses pastores midiáticos", disse Beatriz. "Esta é a primeira de muitas manifestações. A gente não vai deixar esse cara lá de jeito nenhum", afirmou Fabrício, que anunciou a realização de novo protesto no próximo sábado, no Posto 5, na praia de Copacabana.

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