Eleições no Brasil é destaque dos jornais argentinos

A eleição presidencial no Brasil é o principal destaque dos principais jornais argentinos neste domingo. O La Nación estampou uma foto do presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva ao lado da primeira dama com o título: "Hoje define se Lula vai para o segundo turno". O jornal explica que as últimas pesquisas prognosticam que haverá segundo turno e que Lula foi prejudicado por não ter comparecido ao debate entre os candidatos."Quase 126 milhões de brasileiros estarão hoje em condições de ir às urnas depois da experiência de quatro anos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro presidente sindicalista da história do Brasil, cuja reeleição em primeiro turno estava desaparecida ontem em grande incerteza", afirma o La Nación. "As pesquisas divulgadas ontem à noite, realizadas depois do debate no qual Lula deixou a cadeira vazia após a divulgação de novas notícias do escândalo político sobre o dossiê armado por membros do Partido dos Trabalhadores (PT) mostraram uma queda no favoritismo de Lula, que, em princípio, o obrigaria a disputar o segundo turno dentro de um mês".La Nación publica reportagem dizendo que o desafio do próximo presidente, se o vencedor for Lula, "será conseguir a governabilidade que lhe permita avançar em relação ao seu primeiro mandato". Também destaca a preferência do presidente Néstor Kirchner por Lula, por considerar que sua reeleição "consolidará a aliança entre o Brasil e a Argentina". Embora ambos os presidentes tenham passado por momentos tumultuados, como lembra o jornal, as relações entre ambos os países "atravessam um momento de esplendor".A Página 12 também enfoca sua cobertura sobre a virada da campanha, na qual Geraldo Alckmin "encurtou a distância e ficou praticamente na porta de forçar o segundo turno". O jornal afirma que o "PT, sumido em uma crise, é cada vez mais dependente de Lula". Página publica uma entrevista com Hélio Jaguaribe, na qual afirma que "o mito de Lula supera todas as críticas", e outra com João Pedro Stédile, líder do MST, quem defende a candidatura de Lula e opina "que os outros candidatos são piores".Para o semanário Perfil, a chegada do dia da eleição representa o "final da angústia na campanha". O PT divulgou "sem muito entusiasmo", os dados de sua última pesquisa, que indica que o atual presidente conseguiria a reeleição "mas com uma margem estreita, de apenas 4 pontos percentuais". Perfil marca a diferença dos resultados das pesquisas antes e depois do escândalo do dossiê e da falta de Lula ao debate.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.