Eleita troca viagem à África por folga de 4 dias

Dilma embarcou ontem em um jato para um local não informado e só retorna domingo para uma reunião com Temer

Moacir Assunção, O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2010 | 00h00

A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) decidiu não viajar mais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Moçambique, como programado. Em vez disso, preferiu descansar e embarcou às 13h30 de ontem em um avião Citation PR-SPR, sem revelar o destino.

Segundo sua assessoria, Dilma vai descansar durante quatro dias e deve voltar a Brasília no domingo, quando, na sua programação, está previsto um encontro com o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB).

Pouco antes de viajar, Dilma confirmou que irá com Lula à reunião do G-20, grupo que reúne as economias mais desenvolvidas em Seul, na Coreia do Sul. O tema do encontro será "O Papel do G-20 no Mundo Pós-Crise".

Destinos. Como o G-20 começa dia 11, Dilma terá um descanso bem mais curto que o desfrutado por outros presidentes eleitos. A começar pelo próprio Lula, que em janeiro de 2007 passou dez dias com a família no Forte dos Andradas, no Guarujá.

O ritual de fazer uma viagem mais longa, depois de uma exaustiva campanha, foi valorizado por Fernando Collor, que após sua vitória em 1989 foi exibir seus dotes no jet ski numa paradisíaca praia nas Ilhas Seychelles, no sul do Pacífico.

Fernando Henrique Cardoso, após sua vitória de 1994, isolou-se na Fazenda Morro Vermelho, da Construtora Camargo Corrêa, em Jaú, no interior paulista. Com 400 alqueires, não muito longe da cidade, dotada de pequeno aeroporto, ela foi por muito tempo o refúgio preferido do empreiteiro Sebastião Camargo, fundador da empresa. FHC levou a mulher Ruth, os filhos Paulo Henrique e Beatriz e os netos.

Quatro anos depois, o tucano reeleito escolheu a Restinga da Marambaia, no Rio. No entanto, uma forte chuva atingiu a região e ele decidiu mudar de programa: ao lado dos parentes próximos, transferiu-se para a Base Naval de Aratu, na Bahia.

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