Eles deram (ainda) mais colorido à festa

A mais angelical: Não vai ser por falta de anjos que a Unidos do Tucuruvi não leva o carnaval. Foram cerca de 10 mil espalhados por quase todas as alas e carros no desfile barroco da escola. A melhor metáfora: No desfile sobre corpo e saúde da Mocidade, milhares de balões vermelhos eram os próprios glóbulos vermelhos na corrente sanguínea.O melhor samba-enredo: Não teve para ninguém. Com bela melodia, refrão chiclete e corinho ao fundo, o samba da Mocidade Alegre é quase um Beatles.As mais despeitadas: Não dando bola para as musas siliconadas, uma ala de cerca de 40 mulheres da terceira idade saiu com os peitos de fora pela Tom Maior.A fantasia mais recorrente: Os romanos bateram os egípcios e os faraós entre as fantasias que mais apareceram nos desfiles. Foram usadas até no da Mancha Verde, que homenageou Pernambuco.O símbolo mais popular: O yin-yang, símbolo oriental do equilíbrio, foi usado nas fantasias de duas escolas cujo enredo tratavam de saúde: Mocidade Alegre e Vai-Vai. Em São Paulo, também foi apropriado pelo crime como símbolo do PCC.A mais aclamada: Regina Casé, homenageada pela Leandro de Itaquera, foi cercada por fãs na dispersão e precisou de ajuda de uma empilhadeira para deixar o local.A melhor expressão carnavalesca: "globalização microbiana", no samba-enredo da Vai-Vai, para falar das epidemias que se espalharam pelo mundo.O mais antissistema: Com Ronald Mc Donald como monstro comendo bonecos fantasiados de Lula, o desfile da X-9 era quase uma passeata do Fórum Mundial. Os mais chifrudos: No desfile da Mancha Verde sobre Pernambuco não faltaram as fantasias com ?capacetes de touro? - não se sabe se em referência aos chifrudos, sempre lembrados pelos cantores locais, ou ao gado.A mais zen: A coreografia feita pela indiana Uma Sharma para o abre-alas da Pérola Negra, com mulheres vestindo sáris, foi um dos momentos mais delicados e zens do carnaval.A guerra civil gay: Rambos sarados e cheios de requebrado ajudaram a descontrair o clima pesado do abre-alas da Tom Maior sobre a guerra civil em Angola.Os mais descoloridos: O pagodeiro Belo, com madeixas loiras, puxou o samba da Império de Casa Verde e contagiou o penteado de muitos outros homens. Os bichos mais estranhos: Os micróbios da Vai-Vai, uma mistura de mosquito da dengue com aranha e dragão.O mais erudito: Carnaval e latim têm tudo a ver. ?Ment sana et corpore sano? foi o lema da Vai-Vai em sua apologia aos cuidados com o corpo e a saúde.A que mais arriscou: A comissão de frente da Gaviões da Fiel vinha fazendo acrobacias em três rodas de ferro. Um carro alegórico tinha um globo da morte com duas motocicletas. Tudo acabou bem.A mais sutil: uma ala inteira da Mocidade Alegre veio sapateando no sambódromo. Só ouvia os graciosos ?clec-clec? dos sapatos quem estava ao lado das dançarinas.A melhor amiga dos animais: A Pérola Negra não usou sequer uma pena de galinha em seu desfile com materiais alternativos.A mais romântica: a bateria da Mocidade, que ficava em forma de coração.

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