Em 1 ano, condomínio aumenta 9%

Reajuste, segundo o Dieese, passou do dobro da inflação, que foi de 4% no mesmo período; gasto fixo é o vilão

Paulo Darcie, O Estadao de S.Paulo

15 Julho 2009 | 00h00

Nos últimos 12 meses, os preços das taxas de condomínio na cidade de São Paulo aumentaram 9,6%, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O aumento passou do dobro da inflação, que chegou a 4,1% no mesmo período. Gastos fixos são tidos como os "vilões". O aumento não espanta Renê Vavassori, diretor da administradora de condomínios Itambé. "São muitos os gastos fixos de um condomínio que variam acima da inflação. Concessionárias de água, luz e gás têm reajustes maiores. A Eletropaulo anunciou aumento de 13% na energia, por exemplo", afirma ele. "O dissídio desse ano também foi alto." Em outubro, os empregados de condomínios tiveram, conforme acordado em convenção coletiva, aumento de 9% nos salários. Vavassori lembra ainda que os gastos com mão de obra chegam, em média, a 60% dos valores mensais despendidos pelo condomínio. Em seguida, vem a fatia dos gastos fixos com manutenção, que chegam a 25%. Para baratear as taxas, Vavassori recomenda a revisão periódica dos contratos que o condomínio tem, principalmente os de serviços terceirizados. "Os preços devem sempre estar de acordo com os parâmetros de mercado. Senão, o síndico deve negociar a redução." TRANSPARÊNCIA Para o presidente da Associação Brasileira de Condomínios, Síndicos e Condôminos (Abracond), Alfredo Mimessi, a transparência na administração do condomínio é fundamental, aliada à organização. "As despesas ordinárias, mensais, devem ser bem separadas das extraordinárias. Fica mais fácil saber onde cortar, e mais difícil que alguém aja de má fé com o dinheiro." Nos gastos extraordinários, diz ele, é necessário seguir o perfil do condomínio. "Não adianta gastar fortunas com uma quadra esportiva em um prédio onde só moram idosos." Um levantamento da administradora de condomínios Lello mostra que, na capital, há diferenças de até 77% entre os preços médios de condomínios. Os arredores da Mooca aparecem como a área mais barata e a dos Jardins com os preços mais altos. O perfil e o padrão dos condomínios, segundo Vavassori, da Itambé, determinam os gastos mensais, com mais influência do que a região onde o empreendimento se encontra. "Um condomínio com várias guaritas, que requer alguns vigilantes, ou uma área comum imensa e apartamentos de quatro suítes, com certeza terá mais gastos do que um prédio no estilo padrão." TAXAS MÉDIAS Jardins Paulista, Paulistano, América e Europa, Cerqueira César, Bela Vista, Pinheiros e parte do Itaim: R$ 742,99 Morumbi: R$ 705,21 Moema, Ibirapuera, Campo Belo e Santo Amaro: R$ 656,10 Perdizes, Alto de Pinheiros e Higienópolis: R$ 555,57 Tatuapé e Penha: R$ 490,32 Santana, Vila Guilherme, Limão e Freguesia do Ó: R$ 474,71 Mooca, Pari e Brás: R$ 418,78

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