Em 1 ano, mortes caem 8,3% nas rodovias paulistas

Com menos 5,6% de acidentes, SP poupou R$ 400 mi; lei seca e melhor atendimento reduziram estatísticas

Eduardo Reina, O Estadao de S.Paulo

13 Fevereiro 2009 | 00h00

O número de mortos em acidentes nos 22 mil quilômetros de estradas no Estado de São Paulo diminuiu 8,32% em 2008, em relação ao ano anterior, segundo balanço da Secretaria Estadual dos Transportes. Em números absolutos, 2.216 pessoas morreram em acidentes no ano passado, ante 2.416 registros em 2007. Os dados do governo mostram ainda que o índice de acidentes nas rodovias paulistas também apresentou recuo. Passou de 1,42 por mil veículos em 2007 para 1,34 por mil no ano passado, uma queda de 5,6%. O índice de acidentes é calculado pela relação entre número de acidentes, quilômetros de estradas e volume diário de veículos. A queda proporcionou economia de R$ 400 milhões aos cofres públicos com o socorro às vítimas. Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que os custos com acidentes em 2008 foram de R$ 3,3 bilhões em São Paulo. Houve 434,7 acidentes para cada mil veículos em circulação na malha paulista em 2008. Há dez anos, esse índice era de 718,1 registros - redução de cerca de 40%. Tal diminuição, segundo Alberto Sabbag, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), reflete a importância da lei seca, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas à beira das estradas, e a melhora no pronto atendimento às vítimas. "A diminuição de mortes no local do acidente indica melhoria no atendimento pré-hospitalar." O tenente André Nogueira, da Polícia Rodoviária Estadual, também destaca que a lei seca contribuiu positivamente para o recuo dos registros. "É nítida a relação. Em dezembro, por exemplo, foram 188 mortos, ante 259 em dezembro do ano anterior", comentou o policial. A legislação passou a vigorar em junho. A melhor qualidade no atendimento médico, na pavimentação asfáltica e na sinalização é destacada pelo secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce. "Quando pensamos em obras e em manutenção de estradas, temos como prioridade a segurança dos motoristas e das pessoas que circulam perto da rodovia." As estradas paulistas contam hoje com 40 unidades básicas de atendimento (UBAs), que cuidam de mais de 400 mil pessoas por ano. Dados da Polícia Rodoviária apontam que a Via Anhanguera registrou o maior número de acidentes em 2008, com 7.366. Na segunda posição está a Raposo Tavares, com 5.559, seguida da Castello Branco, com 4.675, Anchieta (2.671) e Imigrantes (2.069), todas estradas administradas por concessionárias. "Essas rodovias apresentam o maior número de acidentes pelo maior volume de tráfego", explicou o tenente André Nogueira. O que mais preocupa é a quantidade de atropelamentos. Foram registrados 1.749 em 2008. Os pedestres representam 51,7% dos mortos nesses casos. Já o horário em que ocorre o maior número de acidentes é o entardecer, entre 18 e 19 horas, quando a luminosidade é precária e o tráfego aumenta nas principais estradas. NÚMEROS 2.216 pessoas morreram nos 22 mil quilômetros de estradas paulistas em 2008, ante 2.416 registros no ano anterior R$ 3,3 bilhões custaram os acidentes no Estado de São Paulo, para os cofres públicos, conforme estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) 40% foi a redução nos registros em 10 anos. Passou-se de 718,1 acidentes para cada mil veículos em circulação para 434,7 por mil

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.