Em 1 mês, Mercadante já assumiu mais despesas do que em 2006

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, já assumiu, em um mês, mais despesas do que em toda a campanha de 2006, quando concorreu ao mesmo cargo. O principal adversário na disputa, Geraldo Alckmin (PSDB), não divulgou seus números.

Adriana Carranca, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2010 | 00h00

Segundo a equipe de Mercadante, as despesas já assumidas em apenas um mês desde o início oficial da campanha este ano somam R$ 12 milhões. Em 2006, a arrecadação total do petista foi de R$ 11.660.783,46, de acordo com dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo naquele ano.

Para a disputa deste ano, Mercadante arrecadou, até 2 de agosto, R$ 840 mil. O valor representa apenas 7% dos custos já assumidos. Destes, R$ 10,2 milhões referem-se a um único contrato, com a agência de comunicação, segundo o coordenador de campanha de Mercadante, Emídio de Souza. A agência é responsável pelas inserções de TV no horário eleitoral gratuito, que vão ao ar a partir do dia 17. "Esse contrato não será pago agora, mas até o fim da campanha", disse Souza.

Apesar dos números, ele disse estar "otimista" sobre a arrecadação. "A perspectiva de arrecadar R$ 46 milhões até o fim da campanha não mudou", disse, apesar de só ter conseguido levantar 25% disso em 2006.

"Esse otimismo vem da coligação mais ampla nessa campanha, da altíssima aprovação do governo do Lula e do fato de que, hoje, o empresariado desconfia muito menos do PT", diz o coordenador da campanha. "A arrecadação foi baixa até agora porque a campanha oficial começou em 6 de julho, um mês em que muitos estão viajando. Os esforços que fizemos nesse mês para levantar doações só vão começar a render frutos a partir de agosto. Estamos muito tranquilos".

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