Em 2006, cadeira vazia deu prejuízo nas urnas

Em 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também apresentava, como Dilma Rousseff hoje, ampla margem de vantagem sobre o segundo colocado nas pesquisas - na época, Geraldo Alckmin (PSDB). Com 47% das intenções de voto, frente a 21% do tucano, Lula preferiu ausentar-se dos debates a tratar de temas polêmicos da época, como o escândalo dos "aloprados".

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2010 | 00h00

Ainda assim, o presidente era esperado no último debate antes do primeiro turno, realizado pela TV Globo. Lula só informou que não compareceria três horas antes do programa. A emissora, então, manteve a cadeira vazia do candidato e permitiu que os outros adversários fizessem perguntas que seriam dirigidas a ele em todos os blocos.

Lula, que disputava a reeleição, virou alvo e deu espaço para os adversários. No dia seguinte, declarou que tomara "a decisão certa". A resposta, no entanto, veio nas urnas: com 49,28% dos votos válidos frente a 40,95% de Alckmin, a eleição foi para o segundo turno.

Para muitos, a ausência de Lula no debate foi crucial. Na época, o vice-presidente José Alencar declarou que ele deveria ter comparecido. "Fui voto vencido." No segundo turno, Lula não arriscou: foi em quatro dos cinco debates agendados. Venceu com 60,8% dos votos válidos.

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