Em 24 horas, três escritórios do PV são invadidos

Dirigentes descartam hipótese de crime comum no diretório de São Paulo, na sede em Brasília e em comitê no Acre

Daiene Cardoso AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2010 | 00h00

Três assaltos nos principais escritórios políticos do Partido Verde preocupam a cúpula da legenda na reta final da campanha presidencial de Marina Silva. Em 24 horas, o diretório estadual de São Paulo, o escritório nacional em Brasília e o comitê de campanha em Rio Branco (AC) foram invadidos. Para os dirigentes, a hipótese de crime comum está praticamente descartada. "Foi vandalismo político. Levaram até programa de TV gravado", contou o presidente do PV, José Luiz Penna, ao informar a invasão do escritório do Distrito Federal.

O primeiro assalto foi realizado na madrugada de sábado para domingo no escritório do PV na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Cinco processadores de computadores (três deles com informações financeiras do partido), monitores, uma TV, uma filmadora e talões de cheque do partido foram levados. Os bandidos deixaram para trás objetos mais valiosos, como projetores e processadores desconectados. A sede foi revirada e os móveis, destruídos. Segundo assessores, os bandidos se concentraram em revirar documentos. "Não estavam atrás de objetos de valor", acredita uma assessora.

Em Brasília e em Rio Branco, a invasão ocorreu na madrugada de segunda-feira. Em Brasília, além de deixar um rastro de destruição, os criminosos levaram computadores. Do comitê de campanha de Rio Branco foram levados apenas tintas e um bebedouro - os ladrões não levaram documentos ou computadores.

Os dirigentes do PV fazem hoje um levantamento detalhado dos objetos e documentos roubados. Em nenhum dos episódios houve vítimas. Os casos foram encaminhados à Polícia Civil local, mas a direção do partido não descarta a possibilidade de solicitar a investigação da Polícia Federal. "Vamos ver primeiro a extensão das coisas", disse Penna.

Motivação

JOSÉ LUIZ PENNA

PRESIDENTE DO PV

"Foi vandalismo político. Levaram até programa de TV gravado"

"Não é ladrão comum. Ele vai vender fita betacam no mercado negro? O intuito é nos atrapalhar"

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