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Em 5 anos, 60 mil brasileiros recebem cidadania europeia

Pedidos colocam a nacionalidade na 19.ª posição em lista e superam argentinos, tunisianos, chineses ou cubanos

Jamil Chade, Correspondente de O Estado de S. Paulo

17 Julho 2015 | 03h00

GENEBRA - Brasileiro por nascimento, europeu por opção. Nos últimos anos, o número de brasileiros que pedem e recebem a nacionalidade de um país europeu aumentou de forma exponencial. Em 2013, 15,3 mil brasileiros ganharam passaportes europeus, um recorde. Em apenas cinco anos, foram mais de 60 mil cidadanias dadas a brasileiros. 

Os dados oficiais da União Europeia (UE) obtidos pelo Estado apontam que, em 2013, 33% dos brasileiros receberam passaportes portugueses, 29% da Espanha e 11,7% estão entre os “novos italianos”. Com esses números, o brasileiro foi a 19.ª nacionalidade na lista das que mais receberam cidadania europeia em 2013. O volume supera os pedidos de argentinos, tunisianos, chineses ou cubanos. 

O número de brasileiros com nacionalidade europeia ainda está bem abaixo dos 84 mil marroquinos que, apenas em 2013, receberam cidadanias de países europeus. Entre os latino-americanos, o maior número é de colombianos, com 42 mil. 

No total, o bloco de 28 países concedeu em apenas um ano 1 milhão de cidadanias a estrangeiros. O que impressiona a Comissão Europeia é o salto nos pedidos brasileiros nos últimos anos. Em 2000, um total de 2,5 mil brasileiros haviam recebido a cidadania de um país europeu. 

Representantes da UE preferem não especular, mas um fator que deve ser levado em consideração, segundo Bruxelas, é que muitos imigrantes que já estavam nesses países europeus nos últimos anos acabaram preenchendo todas as condições para solicitar a cidadania.

A contadora Cristiane Ferreira da Silva, de 41 anos, iniciou o processo para conseguir a cidadania portuguesa em maio do ano passado. O marido, que é neto de portugueses, e os dois filhos de Cristiane, de 12 e 8 anos, conseguiram o documento. Ela, no entanto, não conseguiu. “O que mais nos motivou a ir atrás da cidadania foi a perspectiva futura de mudar para lá, nós pensamos em morar em Portugal daqui uns dez anos quando nos aposentarmos.” / COLABOROU ISABELA PALHARES

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