Em 5 anos, GCM dobrou de tamanho e acumulou cinco novas funções

De zelador de prédio público a agente de proteção ambiental, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo dobrou de tamanho e de funções nos últimos cinco anos. Até 2004, eram 3.500 homens que cuidavam basicamente de prédios públicos no centro e de bases comunitárias próximas de escolas. Hoje são 6.520 integrantes de uma corporação que passou a realizar, por decretos, cinco novas frentes de trabalho: combate aos camelôs, abordagem de moradores de rua, proteção das três mais importantes áreas de preservação da cidade, controle de uma central de monitoramento de ruas por câmeras e a participação em operações e blitze da Polícia Militar.De todas as mudanças, a que tornou mais visível o trabalho dos policiais de fardas azuis foi a perseguição diária aos ambulantes. De Santo Amaro ao Brás, a GCM passou a fazer o "rapa" - apreensão de produtos piratas expostos em calçadas - no lugar dos fiscais da Prefeitura. Somente na região da Rua 25 de Março, são 400 guardas que correm atrás dos marreteiros. Ao todo, 2 mil GCMs, ou 30% do efetivo, atuam na fiscalização dos camelôs.A ronda escolar também é elogiada por diretores de escolas municipais da periferia. A presença dos guardas, segundo docentes, inibe a ação de traficantes e as brigas entre alunos. Desde a última sexta-feira, a ronda deixou de ser feita em algumas unidades da periferia. As novas tarefas delegadas pelos prefeitos José Serra/Gilberto Kassab são usadas pelos guardas como argumentos para a primeira paralisação da categoria, que reivindica aumento salarial. Criada em 1986 com 150 integrantes, a GCM paulistana passou a ter visibilidade a partir de 1993, na gestão do prefeito Paulo Maluf (1993-1996), quando foi criada a Ronda Municipal. À época, era chamada de Nova Rota, em referência ao grupamento da PM ampliado quando Maluf foi governador (1979-1982). Mais de mil soldados foram contratados no período.A partir de 2001, a GCM passa a readquirir um policiamento de caráter comunitário, priorizando a proteção do patrimônio público. Mas, em 2005, os guardas passaram a exercer novas tarefas de policiamento, como o controle da central de câmeras do centro e da Avenida Paulista. Com as constantes invasões em áreas de mananciais, a gestão atual também criou a Guarda Ambiental, para tentar proteger as regiões da Billings, Guarapiranga e Serra da Cantareira. A guarda também participa de operações da PM, como a que ocorre hoje na região da cracolândia, e ajuda a orientar o trânsito.

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